bem vindo

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Que hallowen que nada ! Viva o dia do saci


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O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possuí até um dia em sua homenagem: 31 de outubro. Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.
Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num  jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma. 
O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. 
Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para capturá-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer a seu “proprietário”. 
Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. 
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos.  
Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.
Dia do Saci
Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuindo a influência do cultura norte-americana em nosso país. 
Curiosidade:
- O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre. 


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O valentão








Terrível, cara fechada, irônico, malvado


Não tinha medo de nada, encarava menino, malandro, policia , era o rei da pancadaria.


Entrava em qualquer festa, cuspia no chão, beijava qualquer mulher e aí de quem achasse ruim.


Esse é o Tonhão coice de mula.


Desde criança foi sempre um menino birrento e brigador, Não podia ficar só com as outras crianças que logo o berreiro chamava a atenção. Chegou a quebrar o nariz de um coleguinha de escola que não lhe deu um pedaço de pirulito > Dona Isaura, sua mãe, já tinha perdido todo o seu estoque de paciência. Tonhão não respeitava ninguém. Seu Pai não sabia quantas surras de vara de marmelo lhe aplicara para ver se conseguia colocá-lo na linha, não houve jeito. Parecia o Pedro malasartes das historia que ouvira na roda de amigos (de burlão invencível, astucioso, cínico, inesgotável de expedientes e de enganos, sem escrúpulos e sem remorsos), esse era infelizmente seu filho.


Um dia conversando com o Pedro Pascoal, encarregado da RFFSA , chorando a sina que Deus lhe dera , ouviu do amigo o seguinte conselho: - Olha amigo teu filho tem muita energia e essa energia deve ser descarregada de alguma forma, por que você não conversa com o Afonsão e o coloca no juvenil do Santo Antonio, que com certeza essa energia será direcionada para o bem.


Assim fez, depois de uma longa conversa com o técnico do time do Santo Antônio aceitou o novo atleta que começou essa nova atividade com uma disposição que era um misto de curiosidade e desafio.


Surpresa. Nos primeiros dias de treino ele se destacou como um bom goleiro, corajoso, com um reflexo tão apurado que parecia ser um gato. De juvenil e por ter uma boa altura e um físico avantajado, com treze anos já estava no quadro principal do Santo Antônio Futebol Clube, era reserva do João gato, quando entrava dava segurança á equipe.


Isso criou nele a sensação que tudo podia, aos dezoito anos foi alistar no exercito e torcia para que o Brasil entrasse na guerra que explodia na Europa (Invasão da então União Soviética pelas Wehrmacht e ataque japonês à base dos EUA em Pearl Harbor!
Com isso URSS e EUA entram no conflito mundial abrindo os fronts da Europa Oriental e o do Pacífico!).


Treinava simulação de combate corpo a corpo, tinha sede em atacar o inimigo, foi parar na tropa de elite do décimo segundo regimento de infantaria (O 12º Regimento de Infantaria foi criado pelo Decreto nº 13.916, de 11 de dezembro de 1919, com sede em Belo Horizonte, concorrendo para sua constituição os 58º e 59º Batalhão de Caçadores)


Por sua valentia foi conseguindo alçar grande posto no meio da caserna.


Em sua licença de final de mês, seu passatempo era vir ao pequeno povoado de Santo Antonio, rever os amigos e á noite ir dançar no clube Mundo Velho, onde se destacava por ser um ótimo dançarino , mas a sanha de brigão lhe atormentava o espírito e sempre que voltava , fazia questão de passar na porta de outro clube onde dizia que não admitia negro em eu recinto. Era assim que gostava, chegava irritava os porteiros, a segurança, a diretoria e sempre partia para um confronto com os rapazes considerado de família de classe nobre do município.


Depois de aprontar a sua baguncinha particular , ser levado á delegacia e ser liberado por ser um soldado do nosso exercito , voltava pra casa feliz.


Foi assim no seu tempo de exército, chegou a ir à Itália, mas seu desempenho de aguardar na reserva um possível confronto no front. Voltando ao Brasil, tratou logo de exercer a profissão que aprendera no exercito: O Tonhão agora é mecânico e um excelente mecânico, ex combatente da gloriosa FEB, bonito, mecânico e ótimo dançarino, ele se achava o máximo.

Continuava com a mesma mania: provocador, briguento, destemido, onde ele entrava quem não quisesse confusão, tratava logo de sair porque o ambiente ficava carregado.
Aos vinte e oito anos apaixonou por Lidia, uma linda nativa de vinte anos de idade, uma linda mocinha filha do Tião ferreira, um simpático funcionário da prefeitura de Sabará, que logo que ficou sabendo das intenções do rapaz, tentou de todas as maneiras impedir em que esse romance se consuma se.

Lidia fazia gosto das investidas que seu admirador lhe fazia. Imagine ela era desejada pelo homem mais famoso de Sabará, bom atleta, respeitado, se sentia a mulher mais feliz do mundo. Seu pai lhe dera conselho, implorava para que fugisse da tentação de ter esse moço como namorado.

Não adiantou. Era comum verem o casal sentado na várzea conversando ou trocando afagos. Tião perdera o total controle sobre sua filha, chegando ao ponto dela ameaçar se matar, caso não se casasse com seu amado.
O pior estava para vir, Lidia numa bela sexta feira, levantou se sentindo mal, vomitava e sentia náusea e tontura. Seus pais desesperado lembrou logo de chamar a Deolinda, a benzedeira do arraial que veio o mais rápido possível ver o que estava acontecendo. Depois de um rápido exame a curandeira foi logo diagnosticando:

-Fiquem tranquilos, não é nada grave: tua filha ta embuchada, breve o sinhô vai ser avô.



Desespero, indignação, repudio, Tião é que teve uma forte vertigem, queria matar, estropiar, picar, triturar, escalpelar o maldito do Tonhão. Porque só devia ser ele, o maldito que desonrou o seu lar.
Armou se de um facão e foi na porta do danado atrevido. Chegando lá foi gritando o nome do desavergonhado que abriu a porta de seu barraco e indolente caminhou em direção ao seu furioso oponente. No seu caminhar, se notava o tórax musculoso, sem camisa se notava o quanto era forte, pescoço grosso, peito peludo, mãos grandes e fortes, seus dedos pareciam raízes de uma arvore, suas pernas grossas ao caminhar dava a impressão que todo o terreno tremia. Esperando do outro lado da porteira estava o Tião, franzino, pesando a metade de seu oponente, louco de raiva e desprovido da ciência do perigo que estava a tua frente. Tonhão não teria piedade do franzino Tião, em seus olhos via o esgar da truculência, da maldade, do escárnio. Seria um massacre.


-Seu miserável, destruidor de famílias, que foi que ocê fez com minha família?
- Fiz a tua fia feliz teu porco! Respondeu cinicamente o debochado.
Tião perdeu o que lhe restava de prudência e atacou o atrevido que revidou com um murro que levou a nocaute o pai ofendido e só não apanhou mais porque a vizinhança acorreu ao fato e impediu que Tonhão continuasse a bater no homem inerte no chão.
A policia foi chamada, Tião ficou muito tempo comendo sopa no canudinho, pois fraturara o maxilar e para entender o que falava tinha que ter paciência. Lidia, o pivô de toda essa confusão, caiu em depressão e foi morar com sua tia no Rio de janeiro, capital do Brasil.
A fama de Tonhão era cada vez a pior possível. Era admitido em clubes e festas particulares, não por que era convidado ou querido, mas pelo medo das pessoas, fazia com que as portas de todo o ambiente se abria para tal figura.



Quem tentava barrar essa ousadia ganhava de presente uma estadia de muitos dias ou meses no hospital da cidade. Alguns se perguntavam: o que seria melhor e menos doloroso um atropelamento de trem ou uma patada do Tonhão. Acredite. Elegeram ser atropelado por um trem do que encarar esse monstro.
E assim foi a vida de Tonhão, sempre temido e destemido. Fez com que Maria Eduarda, uma linda donzela o aceitasse como esposo e com ela teve mais cinco filhos. Com os filhos para criar e já com trinta e seis anos de idade, ele começou a perceber que a vida lhe exigira moderação nos seus atos, continuava a administrar sua pequena oficina mecânica, sua mulher tinha que suportar suas explosões de ira e a mulherada que ele arrumava, seu pai de tanto desgosto morrera e sua mãe fazia milhares de novenas e trezenas para que algum Santo milagroso mudasse a personalidade de seu filho.

De tanto apanhar sua mulher, numa madrugada de sábado, resolveu fugir deixando-o para sempre. Foi uma afronta, foi na casa dos pais dela, ameaçou , gritou, chutou a porteira e foi contido por um grupo de moradores que cansado da fanfarronice do já desgastado Tonhão resolveu por fim fazer frente a suas investida. A policia foi chamada e pela primeira vez Tonhão passou uns dia atrás das grades.


Acalmou, começou a levar a vida discretamente, vendo seus filhos crescerem e saber que definitivamente perdeu a sua esposa. Um dia ,atravessando o rio das velhas notou que uma jovem mulher lhe observava insistentemente e essa mulher apertava a mão de uma linda crianças que aparentava ter sete ou oito anos. Como um raio, veio à identificação daquela mulher. Era Lidia, tentou aproximar, mas como estivesse vendo um monstro, ela nem esperou a balsa encostar e saiu correndo , levando pelas mãos aquela que com certeza seria a filha, a sua filha. Tentou ir atrás, mas algo no seu intimo lhe dizia que não fizesse isso.
Parece que as orações de D. Isaura estavam fazendo efeito, o juízo mesmo tardiamente começava a incorporar ao espírito truculento de seu filho. Mas D.Isaura não ia curtir essa mudança, breve ela partiria ao encontro de seu marido, mais uma forte pancada que deixou o nosso personagem com a guarda baixa.
Quem viu o Tonhão há vinte anos, não reconheceria o senhor de quarenta e oito anos, dono de uma concorrida oficina mecânica, mais discreto e pai de mais três filhos com sua segunda esposa. Essa não era igual à Lidia e nem igual à Maria Eduarda, Emilia que  conheceu no parque municipal, mulher da vida que usava o corpo para sobreviver.


Depois de muitos encontros, resolveu convidar a sensual mulher para dividir o leito matrimonial e assim pela segunda vez tinha alguém para chamar de esposa. Mas de Amélia , essa não tinha nada . Acostumada a agruras da vida, Emília sobreviveu usando a sensualidade e malicia. Com dezesseis anos saiu de sua casa em Itabira e foi viver a vida que sempre sonhara, queria ser cantora de cabaré, Queria ser uma Liza Minelli mineira. Mas a vida lhe mostrou que não basta só querer tinha que ter algo mais e esse algo mais não apareceu e ela teve que se prostituir para sobreviver.
Tonhão a tratava como rainha, dava lhe presente, levava para passear no seu Aero Willis novinho que conseguira comprar depois de anos de economia. Era cliente preferencial no Banco da Lavoura e recebia todas as mordomias por esse fato . Emilia por outro lado, desfrutava do amor de Tonhão e da admiração dos poucos amigos que seu companheiro tinha. Um deles, Diogo, frequentava a oficina do amigo constantemente e também a casa onde era obrigatório o churrasco de fim de semana, regado a uma caipirinha e muita cerveja. .Tonhão aproveitava para encher a cara, sempre ao final da noite ele era carregado pra cama por seu fiel amigo. Que gentilmente esperava ele dormir e só aí ia se recolher.
Num desses sábado de relaxamento Tonhão como sempre se embriagou e apagou na varanda de sua casa. Desta vez não achou o fiel amigo para lhe levar para cama. Começara a chover e isso fez com que a sua consciência despertara e cambaleante caminhou para o seu dormitório e quase não percebeu que um casal se acariciava no sofá da casa. Deitou dormiu e quando acordou se viu só. A casa estava vazia de gente e de teu moveis. Sua amada havia lhe deixado e com ela seu fiel amigo.



De temido, virou chacota da população, enveredou na bebida e hoje quem vê o famoso Tonhão, sente pena de vê-lo andando pelas ruas de Roça grande, só, abandonado por suas mulheres, filhos e amigos.
Quando alguém se dignasse a trocar algumas palavras com ele, voa em seus relatos, conta com nostalgia que um dia ele foi o Rei da Roça. Diz que foi endeusado, admirado, mas que um dia uma mulher e o teu melhor amigo destruirá a tua vida.
 Diogo e Emilia foram vistos poucos anos depois que fugiu da Roça grande, morando em Osasco na grande São Paulo, Ligia casou com um eminente advogado que em poucos anos se transformou em procurador da república e se mudou para a capital brasileira, a ensolarada e bonita Rio de Janeiro. Quanto a sua filha Olga se formou em medicina especializada em oftalmologia e veio trabalhar no hospital das clinicas trabalhando com o doutor Hilton Rocha. Quanto ao Tonhão coice de mula, foi levado em estado de emergência ao hospital São Geraldo da UFMG.
No ambulatório quem o atendeu foi uma jovem residente de olhos verdes que o tratou com um carinho incomum. Sentia que aquele ancião tinha algo a ver consigo. Mas o que? Não sabia, atendeu aquele infeliz e o dispensou com um cartão com teu nome e uma data de retorno. Não sábia o velho Tonhão que estava a ser tratado por quem um dia ele negou a existência.
O final desta historia só o tempo e Deus quem vai determinar e qual será a reação de ambos ao saber que são pai e filha?













10000

o reconhecimento de um trabalho
gloria a Deus!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Adultério




Mulher Bonita, fogosa , desejada . Assim se autodenominava Irene, mulher de seus vinte e seis anos de idade, mulher que veio do leste do estado para radicar na pacata Santo Antonio da Roça grande, filha de funcionário da RFFSA era considerada pelos nativos como a mais bela mulher da região, pretendente a conquistar teu coração , tinha um batalhão de cavalheiro e mesmo os mais rústicos cidadãos , sonhavam em ter nos braços a bela ruiva de olhos verde de esmeralda.
Ela se sentia a rainha da roça, eleita várias vezes a rainha da primavera, era a madrinha do time principal do Santo Antonio Futebol Clube, professorinha dedicada nas aulas de catecismos, onde a freqüência era enorme, não pelo cursinho em si , mas pela beleza e delicadeza da professora. Irene era muito paparicada, e isso criou no seu espírito vaidoso a impressão de que poderia ter o homem que aspirasse aos seu pés. Foi assim com o sitiante Mario Godói. Homem de posses, morador no caminho velho que liga Sabará a Raposos. È nesse pedacinho de chão , que plantava cana e café alem de ter uma grande criação de ovinos e caprinos. Homem que toda mulher desejava, mas que se tornava um alvo difícil por ser um solteirão convicto. Dizia que não iria amarrar a um rabo de saia. Que mulher é o maior dor de cabeça e coisa e tal. Esse pensamento perdurou ate a festa de Santo Antonio de 1955,quando ele muito fiel á sua crença foi mais uma vez pagar a promessa de um beneficio concedido pelo santinho português radicado em Roça grande.
- Ao entrar na pequena capela, deparou com ela; a divina, a musa , o anjo em carne e osso .
Mario ,nunca em sua vida contemplou tal beleza, era uma mistura de Doris Day com Ava Gardner, seu jeito de andar, de olhar os cabelos ruivos reluzente e os dentes branquíssimos dava a impressão que uma santa havia descido do altar e tomado assento na recepção da capela.
Não era só o Mario que contemplava essa cria da natureza, neste momento a igrejinha estava lotada de jovens rapazes que acotovelavam perto do bazar só para roubar um sorriso daquela bela mulher.
Padre Emar , religioso sisudo e sistemático , até achava graça na rapaziada que nunca havia entrado no templo católico até a chegada de Irene. Bem era um motivo de conseguir almas para Jesus (e ria bem baixinho)!
O tempo foi passando e a Irene resolveu enfim arrumar m namorado . Estava cansada de ser bajulada, paparicada e endeusada, procuraria um homem que a fizesse sentir segura, protegida, amada e viu no Joaquim esse atributos que almejava,.
Mas.....parece que o Joaquim era o único homem nas redondezas que não achava em Irene toda aquela beleza que seus amigos cantavam em versos e prosas..
O povoado percebeu que o escolhido para morar no coração de Irene , era o Joaquim , mas este não respondia ao apelo da linda mulher.
Na festa da primavera de 1956 até que enfim , depois de muito apelo para um encontro , o teimoso rapaz resolveu em ir ao baile no salão paroquial. La estaria o jovem Zé liminha, Jair, Miguel , Joãozinho e Nelson animando a festa com seu conjunto musical.
Seria uma noite esplendorosa e foi. Até que enfim , Irene pode sentir o perfume másculo de Joaquim,o cheiro  de alfazema e eucalipto a deixava a mercê do encanto de seu amado. Ele , mulato um metro e setenta de altura, cabelos lisos e negros lhe dava a aparência de um indígena, corpo atlético e um tórax musculoso debaixo de um lindo terno de cassemira branco,sapato preto e um belo chapéu panamá que lhe dava uma semelhança com o astro Rodolfo Valentino.
Uma noite que nunca seria esquecida por ambos , delicadamente dançaram , trocaram beijos .
Ao amanhecer caminhando pela Rua molhada pelo sereno primaveril ,Irene nos braços de Joaquim parecia desfalecer de tanta felicidade e ao chegar em casa toda languida perguntou:
-te vejo hoje a noite? Vamos continuar essa relação?
-Não! Retumbou nos tímpanos da sonhadora.
-como não? E essa noite maravilhosa? Você não gostou de mim?
Tudo isso que vivemos foi uma farsa?
- não é isso , senhorita. Vim para esse encontro por insistência de você e suas amigas.Te respeitei ao Maximo. É uma mulher bonita, prendada e muito cobiçada. Não quero uma mulher que seja pomo de discórdia em minha vida.
Para Irene isso foi uma afronta, da porteira de sua propriedade , saiu em disparada para sua casa, chegando e nem a lamparina acendeu , tua mãe vendo seu desespero tentou consolá-la mas foi em vão. Para aquela linda mocinha o mundo desabara, acabou.
Por muito tempo a vida na casa d Irene ,perdera o brilho de teu sorriso de tua alegria. Suas amigas tentavam mostrar que Joaquim não era o único homem do mundo ,que ela era cortejada por muito homens ilustres , que dariam uma perna por teu amor. Dentro de si Irene fizera um juramento o seu amor seria daquele homem que a rejeitara, de mais ninguém.
Precisou da intervenção do Padre Emar para que a linda professora voltasse a dar suas aulas de catecismos , para as crianças , adolescente e também para alguns marmanjos que ainda sonhavam em ter o coração ferido de Irene.
Lembram se do Mario Godói? Esse não descolava da igreja, vinha em todas as novenas, trezenas, batizados, festa junina, velório, enfim em todas as atividades onde a linda Irene pudesse participar, conseguiu fazer amizade com o sô Antônio Bento , pai de Irene,levava frutas e produtos de seu sitio para agradar a família da moça. Tanto fez que sô Antonio Bento convenceu sua amada filha a receber os cortejos do sitiante rico de Sabará.
Mario Godói era simpático, fazia de um tudo para agradar a amada. Quem diria que o solteirão convicto estava perdidamente apaixonado.
Mas quem não se apaixonaria por aqueles lindos olhos verdes?
Só mesmo o Joaquim mesmo e quando ele ficou sabendo que Irene estava namorando ele caiu em si e se arrependeu da atitude que tomara.
Mas não ia mudar seu comportamento. Ficava na ferraria do Zé Campel de olho na rua pra ver o casal passar em direção a igreja. Mario Godói de tanto cotejar e insistir conseguiu que o pai de Irene consentisse em seu noivado e um breve casamento se avizinhara.
O sitiante sabarense não cabia em si de contente , iria desposar a mulher mais bonita de Sabará, preparou o sitio para receber a nova dona, mandou para casa do sogro dois novilhos um boi e dois porcos para serem sacrificado em honra do matrimonio que prometia ser um dos mais concorridos do ano. Tudo para ele estava dando certo, seu America fora campeão mineiro, o time do Olimpic de Barbacena não compareceu e perdeu por WO, seu sitio fabricava a melhor cachaça da região e o café embora tenha sido um fracasso no plantio não afetou suas finanças.
Sua euforia era tanta que mandou um convite ao ex governador de Minas Gerais Juscelino Kubitschek de Oliveira que por motivos extraordinário não pode vir a esse acontecimento.
Vinte e oito de setembro de mil novecentos e cinqüenta e sete, as ruas de Roça grande, fora toda enfeitada de bandeirinhas e bambus , flores de laranjeiras, rosas, Adália e muita lanterninha colorida enfeitava o caminho dos noivos.
Triste. Joaquim via todo o desenrolar da festa. Seria forte, não iria entregar os pontos, recebera o convite e estaria na primeira fila da capela.
E assim fez, toda a cidade fora convidada pelo o noivo para esse momento de alegria , mandou vir de são Paulo um Chevrolet modelo 6500r carro que pertenceu a Miss Brasil Marta Rocha, um luxo. A população estava extasiada com toda a pomba do casório.
padre Emar usou sua melhor batina , os coroinhas estavam como anjos a igreja toda enfeitada com flores naturais branca intercalada de rosa vermelhas e lírios do campo.
O noivo estava garboso, terno de linho preto , camisa azul marinho , gravata prateada e um sapato de couro alemão, parecia um príncipe á espera de sua rainha.
A expectativa pela chegada da noiva chegou ao ápice quando o carro Chevrolet chegou e desceu a noiva mais linda que já pisou na igrejinha de Santo Antonio.



Irene estava linda:Vestia um lindo vestido de renda branca  tendo na cabeça uma grinalda com detalhes em ouro e prata , nas mãos um lindo buquê de rosas brancas e amarelas, isso era a moldura que realçava a beleza da noiva.
Joaquim sofria , mas era tarde , não ia estragar o dia mais feliz da mulher que tardiamente descobrira que amava. Mas uma coisa ele iria fazer : desejar felicidade a noiva mais bonita do mundo.
O decorrer da solenidade fora muito bonito, corais da igreja da matriz de nossa senhora da conceição abrilhantou a cerimônia, os noivos foram de carro para a casa da noiva onde receberia os cumprimentos dos amigo . Mario Godói se entusiasmou tanto e começou a beber , beber, beber. Já não cabia mais de tanto se embriagar com os amigos que desmaiou..
Impasse .Quem levaria os noivos em casa? Quem poderia levar o carro para o sitio?
Num desconforto optaram para que os noivos dormissem na casa do sogro.
Ao final da festa, cansada, Irene sentiu alguém ao seu lado e viu com alegria que era o  seu antigo amor.
-parece que a sua lua de mel vai ser adiada não é?-
-parece. Respondeu sorrindo.
- é bom porque detesto bafo de cachaça !
-sinto muito . Contemporizou o rapaz
Bem seja feliz... ADEUS AMIGA.
Irene estava tensa e num arroubo abraça seu verdadeiro amor e o beija.
-estou casada mas o meu amor será sempre teu, te amo! – sussurrou
E quero fazer deste momento aquilo que sempre quis de você, vem amor me faça a mulher completa, te amo.
E assim enquanto o nosso sitiante voava em sonhos coloridos ,tua amada e desejada esposa no primeiro dia de núpcia, sem pudor ou remorso se transformara na amante do seu verdadeiro amor

sábado, 22 de outubro de 2011

sina




Mateus 6:19-24

19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 22 A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; 23 Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! 24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Estou chegando a uma marca honrosa. Meu blog está a poucos acessos dos dez mil. Uma maravilha para quem se achava isolado no mundo.  Só que me leva a ter responsabilidade em reportar aos meus leitores a historia e fatos com toda a clareza e fidelidade. O gostoso que se pode escrever sem ter bloqueio e ter que prestar conta somente com minha consciência.
Já me falaram que se eu puxar saco de certas pessoas, eu teria os meus livros publicados e seria mais respeitado perante a comunidade... bem quem tem um publico que periodicamente visita meu blog, quem vendeu mais de mil livros e mais de nove  mil acessos , outros tantos no Orkut e facebook, acho que sou uma eminência em minha comunidade. A fama e a servidão não me seduzem a ponto de trocar meus principio por um prato de lentilhas. Ser independente e livre é o maior premio e dom que o homem possa ter.
Nesse pensamento luto para lançar a minha segunda edição do meu livro e o outro que relata o intrigante folclore de minha terra. A cada dia que passa essa Rocinha me surpreende e aos pouco vou conhecendo sua essência, que ao tempo de fascinar também decepciona: Outro dia sai para vender o DVD da festa de Nossa senhora do Rosário, festa essa que o folclórico Helio Capeta tem prazer e dedicação em organizar, pessoa que precisa de um apoio para manter nossas tradições, pois bem, encontrei no meu caminho um dos beatos que foi fotografado carregando o andor de Nossa senhora do Rosário, ao que ofereci ouvi de sua boca que não estava interessado em ter a lembrança da palhaçada que ele participou,... meu Deus!
Fiquei de queixo caído. Foi lindo ele demonstrar toda a sua fé perante a comunidade, mas no fundo nem ele acredita nessa fé demonstrada. Conclui que nas instituições religiosa estão cheio de hipócritas que só querem usar a fé de terceiro para angariar vantagens pessoais.
Com todo o percalço que passei na vida, acidentes estar no meio de um tiroteio entre policiais e bandidos, ter uma infância muito doente e ainda estar nesse mundo é porque Deus tem uma missão para mim, que precisa ser levada a efeito e nessa minha missão, tenho coletado histórias de que DEUS existe e  é justo quando chegar à hora de cobrar dos seus, ninguém escapa de seu juízo e a prova esta aí no dia a dia. Pessoas que se julgavam poderosas na década de sessenta e setenta ,hoje choram um empreguinho na política ou perderam tudo que usurparam, alguns  tiveram a família destruída por mal edênico ou social e muito mais se espera  de quem acha que DEUS esta dormindo. Daqui da terra nada se leva a não ser o que se planta. Pessoas que plantaram e até hoje a gente reverencia como se sua morte aconteceu há poucos dias, aqui abro um espaço para lembrar do santo Padre Antonio de Moura Lima, irmã Virginia, irmã Mercês, Venilton e outros que sentimos a sua perda, e outros que mesmo mortos há pouco tempo, a sociedade respira aliviada por se livrar de tal elemento.
Pessoas como essas que monopolizam nossa atividade social, tentam enterrar a historia linda que é a saga de minha Roça Grande, mas com os poderes de DEUS misericordioso não será relevada.
Podem pensar que sou um maluco, mas tenho muito que agradecer a esse cantinho de terra, onde Santo Antonio fixou morada e enquanto o senhor Deus me der força vou divulgar com alegria o lado bom do terceiro povoado de Minas Gerais, a porta do desenvolvimento mineiro.
DEUS SALVE MINHA ROÇA GRANDE


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A guerra das comadres




Quem não  lembra-se da dona Maria Sopé?
Mulher determinada, trabalhadora, daquelas de trabalhar  de sol a sol , plantando quiabo , mandioca e feijão na gleba da família , La no pau comeu vila famosa aqui em Roça grande.
Essa mulher cheia de virtude era muito católica  e de um gênio terrível . Se cismasse com alguma coisa , nada a demovia daquilo até  ela achar  a resposta.
E um dia Ela cismou com a dona Emilia, mulher que sendo beata era coordenadora da novena e as coroações de nossa senhora da Conceição no mês de maio. Achava ela que o padre Luiz lhe dava autoridade indevida e isso nada mais era do que um ciúme pela ascensão da rival.
     Era constrangedor ver a duas  disputando um lugar no altar ao lado do padre ou mesmo nas reuniões do apostolado do Coração de Jesus , todos já percebiam a animosidade das duas ao ponto do padre capelão da policia militar e titular da comunidade religiosa intervir:
- Olha aqui você duas a messe é grande e a colheita é farta, na residência do pai ,há lugar para todos, portanto parem com essa criancice e vamos todos trabalhar pela igreja de Jesus, não quero saber dessas desavença dentro da casa do Pai.
O clima não mudou e o reverendo resolveu agradar a sua dedicada paroquiana, dando a coordenação da novena do mês de agosto , que é o mês consagrado ao Apostolado do Coração de Jesus.
Maria sopé  não cabia de contente, comentava que ela até chorou e beijou os pés do sacerdote. Emilia ficou fula da vida, mas fazer o que?
No mês de agosto  Maria sopé reuniu a cúpula do apostolado para definir os preparativo do jubileu e começaria com terço nas casas dos paroquianos, feito o sorteio a primeira casa onde seria rezado o terço, caiu na casa de dona Emília.
Maria Sopé tentou anular esse sorteio , mas suas argumentação foram todas derrubadas pelo conselho.Essa atitude irritou  dona Emília que prometeu pra si mesma dar o troco.
No dia da reza, a casa ficou cheia, é costume o anfitrião servir um cafezinho com bolinho para o visitante e ai foi que a Emilia se vingou da Maria:
Ao servir  o cafezinho , simulou um tropeço e derramou o café no vestido branco e semi novo da Maria.
Constrangimento geral. Mas Maria não perdeu a posse:
Levantou-se e pediu que todos se apresassem para a oração final.
Na sala, Maria tomou a palavra e iniciou as intenções do terço:
- amigos, vamos dirigir nossas orações para aquela que  é a maior fofoqueira do bairro.
-surpresa. Todos olharam para dona Emilia que estática estava da cor de uma  vela de cera.
Quem seria ? Se perguntava os beatos.
Uns risinho meio tímido fez se ouvir e de repente foi aquela balburdia....todos gargalhavam e dona Emília de repente se viu sorrindo. Sorriu, sorriu e gritou:
Vou contar para vocês a maior de todas as fofocas bradou a anfitriã.
-Vocês estão vendo a porta daquele quarto? Pois muito bem durante  quinze anos serviu de refúgio para o marido da Maria sopé que foi meu amante neste período pois não aguentava o cheiro da sua esposa.
Espanto !Quem diria! O Zezé marmota. O homem de dona Maria pulava a cerca.
Agora quem ficou gelada foi a Maria,  parecia que iria desmaiar, mas teve forças suficiente , para avançar e atacar sua desafeta e agora sua rival.
O pau comeu  , na vila do pau comeu em Roça grande.
Conta se que o padre Luiz ficou tão indignado que designou as duas inimigas rezarem  duzentos Padre nossos e duzentos Ave Maria  , suspendeu as novenas e passou  a coordenação das festividades do mês de Maria para dona Enedina , esposa do Zé melgaço que ficou no cargo até o seu falecimento na década de oitenta.  
Quanto ao Zé Marmota, bem o o Zé ficou uns dias escondido dentro de casa , proibido de sair pela sua esposa , mas no fim ela o perdoou, dizem que ele continuou a pular a cerca, mas isso so se comentava a boca pequena , pois o padre Luiz proibiu as paroquianas e quem quer fosse de comentar esse fato degradante.