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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Raízes da fé: Os Jesuitas




1534 - Companhia de Jesus é fundada por Inácio de Loyola



A Companhia de Jesus, grande ordem religiosa católica, foi fundada por Inácio de Loyola em 15 de agosto de 1534 na capela- cripta de Saint-Denis, na Igreja de Santa Maria em Montmartre.

A Companhia é uma ordem católica, religiosa, masculina que segue estritamente os ensinamentos da Igreja. Seus membros são chamados de jesuitas e também coloquialmente “Os Soldados de Deus” em referência aos antecedentes militares de seu fundador e a disposição de seus membros de ir a qualquer rincão do mundo e viver nas condições mais extremas.

Wikicommons



Afresco "Aprovação da Companhia de Jesus", onde Inácio de Loyola recebe a benção do Papa Paulo III

A Companhia está comprometida com a evangelização e o ministério apostólico em 112 nações dos seis continentes. Seus princípios estão contidos no documento Fórmula do Instituto, escrito por Loyola. Os jesuítas são conhecidos pelo seu trabalho na educação, pesquisa intelectual , empreendimentos culturais e presença missionária.

Loyola fundou a Companhia após ter sido ferido numa batalha e experimentado uma conversão religiosa. Escreveu os Exercícios Espirituais a fim de ajudar as pessoas a seguir os ensinamentos de Cristo. Em 1534, Loyola e seis outros jovens, entre eles Francisco Xavier e Pierre Favre, estabeleceram os votos de pobreza, castidade e obediência ao Papa.

O plano de Loyola para a organização da Ordem foi aprovada pelo Papa Paulo III em 1540 em bula contendo os princípios da Fórmula do Instituto. Suas primeiras linhas rezam que a “Companhia de Jesus foi fundada para lutar em especial pela propagação e defesa da fé e melhoria das almas na vida e na doutrina cristã”.

A Companhia de Jesus foi fundada no contexto da Contra-Reforma, um movimento de reação à Reforma Protestante de Martinho Lutero, cujas doutrinas se tornavam cada vez mais conhecidas na Europa, graças à recente invenção da imprensa. Os jesuítas pregavam a obediência total à doutrina da Igreja, tendo Inácio de Loyola declarado: “Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado”.

Uma das principais ferramentas dos jesuítas era o retiro espiritual, em que várias pessoas se reúnem sob orientação de um padre, assistindo a palestras em silêncio e se submetendo a exercícios espirituais. Também pregavam que a ostentação em cerimónias do catolicismo, desprezada pelos luteranos, devia ser acentuada.





Os jesuitas não trajavam hábitos tradicionais nem estavam sujeitos à autoridade eclesiástica local. Eram vinculados ao voto de obediência ao papa. Começaram como um grupo de sete homens que, estudantes em Paris, fizeram votos de pobreza e castidade. Ordenados como padres, puseram-se à disposição do papa Paulo III, quem deu aprovação formal à Companhia em 1540. Loyola tornou-se seu primeiro chefe. A ordem cresceu tão rapidamente que, por ocasião da morte de Inácio, já contava com cerca de mil fieis.

Francisco Xavier, um dos sete originais, foi o primeiro a abrir o Oriente aos missionários. Jesuítas constituíram missões pela América Latina, fundando as primeiras cidades no Brasil e uma comuna modelo no Paraguai.

Quando a Contra-Reforma foi lançada, a Companhia de Jesus se tornou sua força motriz. Durante o Concílio de Trento, diversos jesuitas funcionaram como teólogos. Criaram escolas em quase todas as cidades importantes da Europa e foram líderes em educação até o século XVIII. Educaram os filhos das famílias dominantes e serviram como conselheiros espirituais de reis.

Devido ao alcance da sua influência, poderosas forças a eles se opuseram: Blaise Pascal e os jansenistas – movimento de caráter dogmático, moral e disciplinar fundado pelo bispo Cornelius Jansen -, Voltaire, os monarcas da dinastia Bourbon na França e Espanha, Marquês de Pombal em Portugal e certos cardeais do Vaticano. Essas forças foram determinantes na supressão da Companhia pelo papa Clemente XIV em 1773, sendo restabelecida pelo papa Pio VII em 1814. Universidades e escolas jesuítas foram abertas em todos os quadrantes. Na Europa, suas tradições de ensino foram continuadas pelos bollandistas – jesuítas que dirigiram a célebre publicação Acta Santorum dirigida por Jean Bolland -, encarregados de compilar a vida dos santos.




Os jesuítas eram padres da Igreja Católica que faziam parte da Companhia de Jesus. Esta ordem religiosa foi fundada em 1534 por Inácio de Loiola. A Companhia de Jesus foi criada logo após a Reforma Protestante (século XVI), como uma forma de barrar o avanço do protestantismo no mundo. Portanto, esta ordem religiosa foi criada no contexto da Contra-Reforma Católica. Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil no ano de 1549, com a expedição de Tomé de Souza.

Objetivos dos jesuítas:

- Levar o catolicismo para as regiões recém descobertas, no século XVI, principalmente à América;

- Catequizar os índios americanos, transmitindo-lhes as línguas portuguesa e espanhola, os costumes europeus e a religião católica;

- Difundir o catolicismo na Índia, China e África, evitando o avanço do protestantismo nestas regiões;

- Construir e desenvolver escolas católicas em diversas regiões do mundo.

Podemos destacar os seguintes jesuítas que vieram ao Brasil no século XVI: Padre Manoel da Nóbrega, Padre José de Anchieta e Padre Antônio Vieira. Em 1760, alegando conspiração contra o reino português, o marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil, confiscando os bens da ordem.

A ordem dos jesuítas foi extinta pelo papa Clemente XIV, no ano de 1773. Somente no ano de 1814 que ela voltou a ser aceita pela Igreja Católica, graças ao papa Pio VII.

Padre José de Anchieta
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Padre José de Anchieta: um dos fundadores da cidade de São Paulo



Nome Completo

José de Anchieta

Quem foi

Padre José de Anchieta foi um padre jesuíta espanhol que atuou na catequização de índios e evangelização no Brasil durante a segunda metade do século XVI. Foi também teatrólogo, historiador e poeta.

Nascimento

Padre José de Anchieta nasceu na cidade de San Cristobal de La Laguna (Espanha) em 19 de março de 1534.

Morte

Padre José de Anchieta morreu na cidade de Iriritiba (atual Anchieta no estado do Espírito Santo) em 9 de junho de 1597.

Beatificação

José de Anchieta foi beatificado pelo papa João Paulo II em 22 de junho de 1980.

Principais realizações

- Catequizou índios brasileiros no século XVI, na região da atual cidade de São Paulo.
- Foi um dos fundadores da cidade de São Paulo.
- Participou da fundação do Colégio de São Paulo.
- Defendeu os índios brasileiros das tentativas de escravização por parte dos colonizadores portugueses.
- Lutou ao lado dos portugueses contra os franceses estabelecidos na França Antártica.
- Dirigiu o Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, entre os anos de 1570 e 1573.
- Foi nomeado, em 1577, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil.

Principais obras

- "Poema à Virgem"
- "Os feitos de Mem de Sá"
- "Arte e Gramática da língua mais usada na costa do Brasil"
- "A Cartilha dos Nativos" (Gramática tupi-guarani)
- "Carta da Companhia"




Francisco é o primeiro papa jesuíta da história







Jesuíta argentino Jorge Mario Bergoglio é eleito novo Papa

A Igreja Católica anunciou às 20h14 (16h14 de Brasília) do dia 13 de março, o nome do novo Papa: o jesuíta argentino Jorge Mario Bergoglio.

O sucessor de Bento XVI é o primeiro Papa jesuíta e latino-americano da história da Igreja Católica e chefe de Estado da Cidade do Vaticano. Bergoglio escolheu o nome de Francisco, uma referência a São Francisco de Assis e a São Francisco Xavier, santo da Companhia de Jesus.

Após cinco escrutínios, terminou o conclave, que começou no dia 12 de março, a fumaça branca tomou a praça São Pedro e deixou os fiéis que alí estavam emocionados e eufóricos. O anúncio foi feito pelo cardeal francês Jean--Louis Tauran, o mais velho do Vaticano. Ele revelou o nome do jesuíta argentino após pronunciar a famosa frase Anuntio vobis gaudium, habemus Papam (Anuncio uma grande alegria, temos um Papa).

Em sua primeira bênção, o argentino afirmou que “parece que seus colegas cardeais foram buscar o Papa no fim do mundo”, em uma referência à sua terra natal. O novo sumo pontífice pediu aos católicos do mundo a “empreender um caminho de fraternidade, de amor e de evangelização”. Ele também agradeceu ao seu predecessor, o agora Papa Emérito Bento XVI.

Biografia

O jesuíta Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, em 17 de dezembro de 1936. Foi presidente da Conferência Episcopal da Argentina por dois períodos e eleito arcebispo da Arquidiocese de Santa Fe de La Vera Cruz.

Ele é filho de um casal italiano e se formou na Escola Industrial Hipólito Yrigoyen, com o título de técnico químico.

Aos 21 anos, decidiu tornar-se padre. Entrou para o noviciado de Villa Devoto na ordem jesuíta. Foi ordenado sacerdote em dezembro de 1969 e fez uma longa trajetória dentro da Companhia de Jesus e se tornou Provincial da Argentina entre 1973 a 1979. Em 1998, Bergoglio assumiu o cargo de arcebispo de Buenos Aires e, em 2001, foi nomeado cardeal por João Paulo II.

Papa do povo

Por seu jeito simples em lidar com questões cotidianas – como andar de metrô e ônibus ou dispensar o uso do carro oficial e do crucifixo de ouro, após ter sido eleito o sucessor de Bento XVI – e de ter grande proximidade com a comunidade quando ocupou outros cargos na Igreja, já faz com que o Papa Francisco seja chamado de o “Papa do Povo”.



Essa simplicidade é uma característica do jesuíta argentino. O padre jesuíta Luis Quevedo, que foi amigo de Bergoglio nos anos 70 e 80, confirma isso. “A última vez que o vi foi em 1992, e ele já era bispo auxiliar de Buenos Aires. Ele foi feliz na escolha do nome Francisco e na maneira simples de se dirigir ao povo, como “bispo de Roma”. Rezemos por ele”, comentou Pze. Quevedinho.













Raízes de fé: História de Xangô


História de Xangô 


XANGÔ
Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro deus iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. É, portanto, o principal tronco dos candomblés do Brasil.
Xangô é o rei das pedreiras, Senhor dos coriscos e do trovão, Pai de justiça e o Orixá da política. Guerreiro, bravo e conquistador, Xangô também é conhecido como o Orixá mais vaidoso, entre os deuses masculinos africanos. É monarca por natureza e chamado pelo termo Oba, que significa rei. E é o Orixá que reina em Oyó, na Nigéria, antiga capital política daquele país.
No dia a dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos. Encontramos Xangô nas lideranças de sindicatos, associações, movimentos políticos, nos partidos políticos, nas campanhas políticas, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. Xangô é a rigidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso cultural e social, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer.
Xangô é a capacidade de organizar e pôr em prática os projetos de diferentes áreas, é a reunião de pessoas, para discutirem pontos e estratégias de trabalho. Xangô também é o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado "sangue azul", o poder de liderança.
Ele está presente nos trabalhos de jornalistas, escritores, advogados, juízes, promotores, delegados, investigadores, deputados, senadores, vereadores, sindicalistas, líderes comunitários, administradores, etc. É o líder, o monarca, o reformador.
Xangô também é representado pela pedreira. É a pedra – seja ela qual for – a rocha, o fogo interior da terra. É a lava do vulcão e é o próprio vulcão. Está presente em todos os lugares rochosos e arenosos e também muito ligado ao calor do sol. É o justiceiro da Natureza, aquele que manda castigar e que também castiga.
Xangô está presente em muitos momentos importantes de nossas vidas, como, por exemplo: na assinatura de contratos e distratos, nos telegramas, nas leis e decretos, na confecção de códigos, livros, almanaques, dicionários, nas decisões judiciais, na voz da prisão, na autoridade do professor, do policial, do juiz, do pai ou da mãe, tio, avô, irmão mais velho ou responsável. Xangô é a atitude digna, a fortaleza, a decisão final.
Saudamos Xangô no ribombar dos trovões, pois ali está sua voz. Sentimos sua presença nos raios e nos grandes incêndios, situações que, por sinal, são também regidas por Iansã.
Xangô rege a bravura, o senso justo e todo elemento rochoso do mundo.
Mitologia
Filho de Bayani e marido de Iansã, Obá e Oxum, Xangô nasceu para reinar, para ser monarca e, como Ogum, para conquistar e solidificar, cada vez mais, sua condição de rei.
Uma das lendas que mostra bem o senso de justiça de Xangô, é aquela conta a história de uma conquista, feita pelo deus do trovão.Xangô, acompanhado de numeroso exército, viu-se frente à frente com o exército inimigo. Seus opositores tinham ordens de não fazer prisioneiros, destruir o inimigo, desde o mais simples guerreiro até os ministros e o próprio Xangô. E, ao longo da guerra, foi exatamente o que aconteceu. Aqueles que caíam prisioneiros dos exércitos inimigos de Xangô eram executados sumariamente, sem dó ou piedade, sendo os corpos mutilados devolvidos para que Xangô visse o suposto poder de seu inimigo.
Batalhas foram travadas nas matas, nas encostas dos morros, nos descampados. Xangô perdeu muitos homens, sofreu grandes baixas, pois seus inimigos eram impiedosos e bárbaros.
Do alto da pedreira, Xangô meditava, elaborava planos para derrotar seu inimigo, quando viu corpos de seus fiéis guerreiros serem jogados ao pé da montanha, mutilados, com os olhos arrancados e alguns com a cabeça decepada.
Isto provocou a ira de Xangô que, num movimento rápido e forte chocou seu machado contra pedra, provocando faíscas tão fortes que pareciam coriscos. E quanto mais forte batia mais os coriscos ganhavam força e atingiam seu inimigo.
Tantas foram as vezes que Xangô bateu seu machado na rocha, tantos foram os inimigos vencidos. Xangô triunfara, saíra vencedor. A força de seu machado de emudeceu e acovardou inimigo.
Com os inimigos aprisionados, os ministros de Xangô clamaram por justiça, pedindo a destruição total dos opositores. Um deles lembrou Xangô:
- Vamos liquidá-los a todos. Eles foram impiedosos com nossos guerreiros!
- Não! – enfatizou Xangô – meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça! Os guerreiros cumpriam ordens, foram fiéis aos seus superiores e não merecem ser destruídos. Mas, os líderes sim, estes sofrerão a ira de Xangô.
E, levantando seu machado em direção ao céu, Xangô gerou uma seqüência de raios, destruindo os chefes inimigos e liberando os guerreiros, que logo passaram a servi-lo com lealdade e fidelidade.
Assim, Xangô mostrou que a justiça está acima de tudo e que, sem ela, nenhuma conquista vale a pena, e o respeito pelo rei é mais importantes que o medo.
Esse é Xangô que, apesar de ser grande guerreiro, justo e conquistador, detesta a doença, a morte e aquilo que já morreu. Xangô é avesso a eguns (espíritos desencarnados). Admite-se que ele é numa espécie de ímã de eguns, daí sua aversão a eles.
Xangô costuma entregar a cabeça de seus filhos a Obaluaê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.
O elemento fundamental de Xangô é o fogo.











quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A ultima aula

Ele nos deixou  , mas as suas lições de vida ficou. Ele soube plantar e colheu o fruto de quem irrigou nossa terra com boa semente. Fica a tristeza  de sua perda , mas a alegria de saber que ele esta na mesa  dos justos , compartilhado com Deus.




valeu professor.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Orações e simpatia de Mãe Ceci



BENZEDURAS
CONTRA O MAU-OLHADO, INVEJAS, QUEBRANTO

Costuma dizer-se que não se pode ter uma camisa lavada sem que haja alguém a ter inveja. Não pense que é preciso ter um grande carro, uma grande casa ou roupas de marca para se ser o alvo da inveja alheia. Por vezes basta ser bonito/a ou simplesmente: ser feliz.
Como é que isso se reflete na vida da vítima?
A inveja, o chamado mau-olhado ou quebranto pode provocar os seus efeitos das mais variadas formas, mas que se resume a ter a vida enguiçada. Reflete nas grandes como nas pequenas coisas do quotidiano: é naquele vestido bem bonitinho e acabadinho de comprar que a transforma numa Deusa, mas no qual inadvertidamente caiu uma nódoa (daquelas que não saiem, claro!); é no carro que não pega ou na luz que se funde, vai-se lá saber como... enfim, aquelas coisas que tornam o quotidiano numa série de coincidências desastrosas e esgotantes! As crianças, que são mais frágeis e vulneráveis, podem mesmo ficar tristonhas ou doentes sem razão aparente.
Seguem então umas benzeduras para cortar o quebranto:
1ª- benzedura contra quebranto
 Deus te remiu
Deus te criou
Deus te livre
De quem para ti mal olhou.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Virgem do Pranto,
Tirai este quebranto.
Dizer a oração 3 vezes.
Se quiser, a seguir pode fazer o ritual do azeite (é usual fazê-lo): ponha um pouquinho de azeite numa taça, molhe um dedo no mesmo e deixe cair cinco pingos num prato com água. Se o azeite se espalha: existe quebranto. Repita a benzedura, quantas vezes necessário, até que os pingos do azeite não se desfaçam.
2ª- Benzedura contra o mau-olhado

Assim se faz a oração:

Nossa Senhora defumou o seu amado filho para bem cheirar, eu também defumo (meu querido a pessoa em causa ) para que todos os males se curem e o bem entrar.
Deus encante quem te encantou, dentro deste corpo este mal entrou, assim como o sol nasce na terra e se põe no mar que todos estes males para lá vão passar.

3ª- Benzedura contra o mau-olhado

Com um rosário na mão, faz-se a seguinte oração:

Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o santo nome de Jesus não entra mal nenhum.
Eu te benzo criatura do olhado se for na cabeça a Senhora da cabeça e se for na cara a Senhora de Santa Clara e se for nos braços o Senhor de S. Marcos e se for nas costas as Senhoras das Verônicas e se for no corpo o meu senhor Jesus Cristo que tem  o poder todo.
Santa Ana pariu a Virgem, meu Senhor Jesus e assim com isto é verdade assim este olhado daqui tirado para as ondas do mar, seja lançado para onde não ouça galos nem galinhas cantar, em louvor de Deus e da Virgem Maria, padre nosso e avém Maria.

Depois, ainda com o rosário na mão, reza-se uma Salve Rainha.  Diz-se nove vezes.

Põe-se numa tigelinha água e três ou cinco gotas de azeite e dois pauzinhos em cruz. Se o azeite espalhar é porque temos olhado.



BENZEDURA DA DOR DE CABEÇA

Benzemo-nos  em cruz e dizemos:

Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus Nosso Senhor dos nossos inimigos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.  ( nome da pessoa), eu te benzo da dor de cabeça que tens ou dos maus olhos que para ti olharam, ou vento ou sol, ou o mau tempo que por ti passou.

Diz-se três ou cinco vezes.

Põe-se numa tigelinha água e três ou cinco gotas de azeite e dois pauzinhos em cruz. Se o azeite espalhar é porque temos olhado.


BENZEDURA DO NERVO TORCIDO:

Diz quem se benze:

Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o Santo nome de Jesus não entra mal nenhum.
A pessoa que vai coser pega numa agulha e num novelo de linha e diz:
Eu coso. E quem está padecendo responde:
Carne quebrada nervo torto.
Cosa a Virgem melhor do que eu coso, a virgem cose pelo são e eu coso pelo vão. Em louvor de Deus e da Virgem Maria, Padre Nosso e Avém  Maria

Depois de se fazer esta benzedura, molha-se os dedos no azeite e esfrega-se a parte dorida. Reza-se um Padre Nosso e uma Avém Maria, a Santo Amaro, advogado de pernas e braços e oferece-se ao Nosso Senhor Jesus Cristo.
Repete-se 9 vezes.

Benzedura da dor de Barriga

Esta oração tem de ser dita 9 vezes:

Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o Santo nome de Jesus não entra mal nenhum.
Quando a Nossa Senhora pelo mundo andava, chegou a casa de um homem manso e de uma mulher brava, pedindo -lhes pousada.
O homem dava e a mulher não.
Onde Nossa Senhora se foi deitar, água por baixo e água por cima; com estas mesmas palavras, cura a dor de barriga, em louvor de Deus e da Virgem Maria, Padre Nosso e Avém Maria.


Benzedura das pessoas Desmanchadas

Para pessoas desmanchadas, eis que faz a seguinte oração:

Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o Santo Nome de Jesus não entra mal nenhum.
A Virgem é filha de Santa Ana, Santa Ana é mãe da Virgem. Jesus Cristo é filho da Virgem e a Virgem é mãe de Jesus Cristo. Vestes e revestes sacerdotes no altar e assim como o sacerdote se veste e reveste no altar, ossos e linhas de  ( nome) vá ao seu lugar, isto seja tão verdade como Jesus Cristo disse missa no altar.
Nossa Senhora, Virgem pura, tragas linhas ossos e tendões de ( nome), amém .

Reza-se depois uma salve rainha à Nossa Senhora da Saúde e 9 vezes se diz esta oração.


Benzedura para dor de cabeça e dor de ouvidos

A pessoa que benze,  diz:

Pai, filho e Espírito Santo.

Depois benze na cabeça com um terço e diz:

Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o Santo nome de Jesus não entra mal nenhum. ( nome da pessoa a benzer), eu te benzo do mal e de ar maldito, quem te trouxe,  e de ar frio e de ar quente. ( Pega-se numa faca) Com esta faca te lançarei, pernadas do ar cortarei e daqui para fora te deitarei e com o poder de Deus e da Virgem Maria, um Pai nosso e uma Avém Maria.

Repete-se nove vezes a Benzedura  e benze-se e oferece-se a Nossa Senhora que leve o mal que a pessoa tem para o outro lado do mar, onde não ouça galo nem galinha cantar e nem mãe por filho chamar e Nossa Senhora dê as melhoras. Amém.



Reza contra a tentação do demônio

Esta reza apenas deve ser rezada às terças-feiras e sextas-feiras.

Em louvor do Santíssimo Sacramento do Altar, a minha casa vou benzer e defumar, e que todos os males existentes na mesma,  que vão para casa de quem mos desejar (repetir a última expressão três vezes). Enquanto se faz a repetição, bate-se com o pé esquerdo três vezes.  No final reza-se um Pai-Nosso.


domingo, 15 de dezembro de 2013

História de Sabará – Como tudo começou



Cleber Paes


Tão logo os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, e começaram tímidas expedições explorando o território. Já em 1503 Américo Vespúcio organizou a primeira incursão conhecida, partindo da cidade de Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro. Depois disso várias outras se sucederam, aumentando a frequência no decorrer dos tempos. Em Sabara não se sabe ao certo quando os primeiros exploradores alcançaram a região. Mas segundo o historiador Zoroastro Viana Passos, esta data teria sido 1550 ou até antes.

Mas essa linha não é a mais citada e sim o desbravamento da “bandeira” de Fernão Dias e depois do seu genro Borba Gato considerado como o fundador de Sabará.

Inicio Caça as Esmeraldas

FERNÃO DIAS PAES LEME


Em 1665, surge o apelo de D Afonso VI para que Fernão Dias partisse em busca de metais e pedras preciosas, e depois, em 1672, a missiva de D. Pedro II encarregando-o de achar as tais minas. Recebeu a nomeação oficial .Além de honras, a Corte promete-lhe ajuda financeira para colocar de pé sua expedição. Oferta jamais cumprida…

Fernão prepara sozinho, e durante três anos, a sua bandeira. Junta brancos, índios e mamelucos. Tem no total 674 homens dispostos a dar a vida pelo sonho. Em julho de 1674 parte em direção às cabeceiras do rio da Velha, atravessando a serra da Mantiqueira na região de Atibaia e Camanducaia. Desbravar matas, domar selvagens, enfrentar a ira das tempestades ou o inferno dos dias de verão.

Matias Cardoso e Bartolomeu da Cunha Gago já estão no caminho com suas tropas.Na trajetória que seguem, os bandeirantes vão deixando marcas definitivas: criam entrepostos comerciais, atraem povoações de outras paragens, levam vida a longínquos vilarejos.

Na Serra de Sabarabuçu exige de seus homens esforço redobrado. Ainda no começo do século, Marcos Azevedo afirmara ter encontrado esmeraldas naquela região. Mas morreu na prisão, recusando-se a revelar a rota para a mina.

Agora, confiam-lhe a missão de descobri-la. Está determinado a não desapontar. Sente que sua obstinação assusta e que às vezes até causa horror. Assume-se, jamais irá desviar-se das suas metas.

A terra é ingrata, nem sequer dá pistas do tesouro. Sob a ordem de Fernão os bandeirantes persistem. Tocam as entranhas do sertão. Vasculham, pedaço a pedaço reviram o chão que vão trilhando.

Mas cansados ficam seus homens. Má alimentação. Corpos fracos e mentes contaminadas pela ideia do fracasso. Muitos deles não resistem. Vão ficando pelas águas dos rios e veredas das serras, vítimas de epidemias ou de ataques dos selvagens. Também falta munição. Está difícil prosseguir. Insiste, exorciza o fantasma da renúncia que paira sobre a tropa. Despreza a covardia. Fareja a fortuna. Que os fracos confiem ao menos no instinto dos fortes, vocifera.

A conspiração contra Fernão Dias

Sorrateiro, alertado pela uma índia Fernão Dias encaminha-se para o local onde se encontram os conspiradores. Treme e seus olhos parecem querer saltar diante do que vê: amigos chegados defendem sua morte como único meio de pôr fim ao que chamam busca desvairada.

Na manhã seguinte dá ordem de prisão aos traidores. Para o líder da conspiração reserva castigo capital: a forca. O enforcado é o filho mameluco José Dias Pais de Fernão .

Morte de Fernão Dias


Em 1681. Comoção coletiva. Pedras, uma jazida delas, verde faiscante! É a recompensa pelos sete anos de investidas no sertão.

Doente, a barba toda branca cobrindo o rosto marcado pelos 73 anos, Fernão já não conserva sua rigidez. Aproxima-se do seu tesouro, toca-lhe. Ergue um punhado de pedras:

- Eis a prova de que estávamos certos, brada.

Em seguida, encarrega o sobrinho, Francisco Ribeiro, de levar a notícia a São Paulo:

- Leve algumas esmeraldas, para que não haja dúvidas.

De volta ao arraial do Sumidouro sente-se cansado e pede para ser deixado só. Permanece absorto por algumas horas até que se surpreende banhado em suor às margens do rio das Velhas. Volta a agarrar suas pedras, antecipa:

- Agora já posso morrer.

Missão de Borba Gato



Chove com violência e a canoa que transporta para São Paulo o corpo embalsamado do bandeirante vira ao atravessar o rio das Velhas. Os homens mergulham dia e noite a sua procura. Em vão.

Chega ao arraial o comissário das minas de D. Pedro II. Acirra-se a disputa pelas jazidas. Rodrigo de Castel Blanco, perito em pedras e metais preciosos, antes mesmo de avaliar o valor da descoberta, toma o comando da bandeira e recusa-se a entregar a fortuna a família de Fernão. Mulher, cinco filhas solteiras e ainda cinco sobrinhas órfãs, são deixadas na miséria. Todos os bens tinham sido empenhados para dar prosseguimento abandeira.

Borba Gato faz frente a ganância do fidalgo espanhol. No confronto, o genro de Fernão não hesita: atira o representante da Corte penhasco abaixo.

Foge das autoridades portuguesas, segue os rastos deixados pelo sogro e leva por diante a sua missão.

Borba Gato teria explorado as minas do Rio das Velhas que se situam no arraial de Santo Antônio da Mouraria, hoje simplesmente Arraial Velho. Contestada tenha sido Borba Gato o descobridor das paragens do Sabarabuçu”, de limites imprecisos, não lhe é negada a glória, porém, como fundador de Sabará.


Estatua Borba Gato em Sabará

Ele e seus homens fundaram numerosos arraiais, dos quais apenas dois podem ser indicados com certeza: o atual Santana do Paraopeba e o de Sumidouro (do rio das Velhas). Mas se especula, com base em manuscrito de Pedro Dias Pais Leme, marquês de Quixeramobim, seu neto, que tal expedição tinha como outros postos ou celeiros os lugares onde nasceriam os arraiais de Vituruna ou Ibituruna (“serra negra”), Roça Grande, Tucambira ou Itacambira, Itamarandiba, Esmeraldas, Mata das Pedrarias e Serra Fria – escalas de roteiro e localidades que serviram às expedições posteriores e que se tornaram povoados.

“Não registra a História, com justeza, a data da fundação do arraial. Todavia, admitindo-se tenha sido Manoel de Borba Gato seu fundador, essa data estará entre 1672 e 1678”. A escritora Lúcia Machado de Almeida, em seu trabalho “Passeio a Sabará”, indica para o acontecimento o ano de 1674. O certo é que o arraial desenvolveu-se e progrediu rapidamente, e, em 17 de julho de 1711, era elevado a categoria de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabarabuçu.

Por Carta régia de 1714, quando a Capitania de Minas foi dividida em 4 grandes comarcas, foi a Vila Real indicada para sede da comarca de Vila Real de Sabará, compreendendo o termo de Vila Nova da Rainha, hoje Caeté. A Vila foi crescendo, enchendo-se de homens ambicioso, aventureiros e potentados. A produção de ouro era enorme, sendo Sabará um dos núcleos de mineração da província que mais ouro encaminhava a Coroa portuguesa.

Casa da Intendência ou Casa da Fundição atualmente Museu do Ouro de Sabará

“Tão intensa fez instalar em Sabará a Casa da Intendência ou Casa da Fundição, para cobrança do quinto”.

Era o apogeu. Era a opulência. Eram os barões, militares e senhores de minas, mandando educar seus filhos na Europa; vivendo em mansões, verdadeiros palácios da época, com móveis ao estilo europeu, com liteiras e pagens. Na cidade havia um dos maiores contigentes de escravos de então. Testemunhas vivas dessa época de fausto e riqueza são as centenárias obras arquitetônicas de Sabará.

“Foi sempre tão marcante a importância e o prestígio de Sabará, que D. Pedro I, a 24 de fevereiro de 1823, nos primórdios do Império, concedia-lhe o nobilitante título de “Fidelíssima”.

Sabará teve dias de esplendor, de honraria e de riqueza. Sucederam-se, todavia, dias de decadência e de regresso, dias alegres e dias sombrios.

Origem do Nome

Durante vários anos o nome foi Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabarabussu ou simplesmente Vila Real. A origem da palavra Sabará tem duas versões: segundo Theodoro Sampaio: “Sabará – antigo Tabará, de que se fez Tabaraboçú, como se vêem em documentos. Tabará é a forma contratada de Itaberaba, Itaberaba ou Ita-beraba, a pedra reluzente, o cristal. Sabaraboçu, antigo Tabaraboçu, corrupção de Ita-beraba-uçu, que significa pedra reluzente grande, que também se entende como serra resplandescente”. A outra, versão, de acordo com a “História Antiga de Minas Gerais”, confirma por Zoroastro Passos, baseia-se no fato de “os indígenas, fingindo que os rios maiores eram pais dos pequenos ou seus afluentes, chamavam o rio das Velhas, que era da barra para baixo, pai (cuba), e da barra para cima, çubara (pai partido). E assim chamavam Çubará-boçú ao braço maior (pai partido grande); e ao menor Çubará-mirim. Posteriormente aquele ficou chamado rio das Velhas (por causa de duas velhas que nele se banhavam) e este simplesmente Sabará.
                 Bandeira de Sabara



Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Sabará, pelo alvará, de 16-02-1724, lei estadual

nº 2, de 14-09-1891.

Elevada categoria de vila com a denominação de Sabará, em 17-07-1711, confirmada

pela provisão de 09-01-1715. sede na antiga povoação Sabará. Constituído de 3 distritos:

Sabará, Lapa e Raposos. Instalada em 19-07-1711.

Elevado condição de cidade com a denominação de Sabará, pela lei provincial n° 93,

de 06-06-1838.

Pela lei provincial nº 725, de 16-05-1855, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o

distrito de Lapa e anexado ao município de Sabará.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3

distritos: Sabará, Lapa e Raposos.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, Sabará adquiriu do município de Caeté o

distrito de Cuibá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4

distritos: Sabará, Cuibá, Lapa e Raposos.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, transfere os distritos Lapa do

município de Sabará para Santa Luzia e Raposos para o de Nova Lima. Sob a mesma lei

Sabará adquiriu do município de Belo Horizonte o distrito de Marzagão. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de

3 distritos: Sabará, Cuibá e Marzagão.

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 12-12-1943, o distrito de Marzagão tomou o

nome de Marzagânia e Cuiabá a chamar-se Mestre Caetano.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos:

Sabará, Mestre Caetano (ex-Cuibá) e Marzagânia (ex-Marzagão).

Pela lei nº 1039, de 12-12-1953, Sabará adquiriu do município de Santa Luzia o

distrito de Ravena (ex-Lapa).

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos:

Sabará, Mestre Caetano, Marzagânia e Ravena.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº , de o distrito de Marzagânia tomou o nome de

Carvalho de Brito

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos:

Sabará, Carvalho de Brito (ex-Marzagânia), Mestre Caetano e Ravena.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Créditos: Mirna Queiroz



Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVII ano 1959.

http://site-iconsousabara.com.br/historia/historia-de-sabara-como-tudo-comecou
site-iconsousabara.com.b

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

História de Santa Bárbara





Santa Bárbara nasceu na cidade de Nicomédia na região da Bitínia, onde hoje se localiza a cidade de Izmit, na Turquia, às margens do Mar de Mármara. Bárbara viveu no final do Século III. Foi uma bela jovem, filha única de Dióscoro, um rico e nobre morador de Nicomédia.

Dióscoro não queria deixar sua filha única viver no meio da sociedade corrupta daquele tempo. Por isso, decidiu fechá-la numa torre. Lá, ela era ensinada por tutores da confiança de seu pai. Porém, aquilo que parecia um castigo, começou a abrir a mente de Bárbara. Do alto da torre ela contemplou a natureza: as estações do ano, a chuva, o sol, a neve, o frio, o calor, as aves, os animais, etc. Tudo isso fez Bárbara questionar se aquilo era realmente criação dos “deuses”, como seus tutores e seu povo creditavam, ou se havia “alguém” muito mais inteligente e poderoso por trás da criação


A beleza de divina

Quando atingiu a idade para o casamento, por volta de 17 anos, seu pai a trouxe para casa e permitia que ela recebesse a visita de pretendentes, mas não permitia que ela visitasse a cidade. Bárbara era uma jovem muito bela e de família rica. Por isso, muitos eram os pretendentes que queriam se casar com ela. Mas Bárbara não aceitava nenhum, enxergando neles a superficialidade e o interesse, e nenhum toque de amor verdadeiro.

Para seu pai, isso era um problema sério, pois, segundo os costumes, ele tinha obrigação de casar sua filha. Dióscoro pensava que as “desfeitas” da filha diante dos pretendentes se davam por causa do tempo que ela passou na torre. Então, ele decidiu permitir que Bárbara conhecesse a cidade.

O contato com os cristãos

Santa Bárbara, então, começou a frequentar a cidade. Nessas visitas, acabou conhecendo os cristãos de Nicomédia. Estes passaram para Bárbara a mensagem de Jesus Cristo. Falaram-lhe também sobre o mistério da Santíssima Trindade. A novidade cristã tocou profundamente o coração de Bárbara. Com os cristãos ela encontrou a resposta para seus questionamentos: o Criador de tudo era o Deus Único e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e não os deuses que seu povo cultuava.

Bárbara se converteu ao cristianismo de todo o coração. Logo, um padre vindo de Alexandria ministrou a ela o batismo. E Bárbara passou a ser uma jovem fervorosa e cheia de virtudes cristãs. Em Jesus Cristo ela encontrou o sentido mais profundo de sua vida.

Santa Bárbara e as perseguições


Dióscoro, pai de Santa Bárbara, decidiu construir para ela uma casa de banho na torre, onde ele planejou instalar duas belas janelas. Quando a obra começou, Dióscoro teve que fazer uma longa viagem. Durante a viagem do pai, Santa Bárbara ordenou que construíssem uma terceira janela na obra. Sua intenção era que a torre tivesse três janelas em homenagem à Santíssima Trindade. Além disso, Santa Bárbara esculpiu uma cruz na torre.

Quando Dióscoro voltou, reparou logo nas mudanças feitas na construção e foi perguntar à filha o por que daquilo. Santa Bárbara explicou que as mudanças eram símbolos de sua nova fé: três janelas em homenagem ao Deus Uno e Trino, Criador de todas as coisas. E a Cruz lembrava o sacrifício do Filho de Deus para salvar a humanidade. Dióscoro ficou furioso.

A sentença de morte de Santa Bárbara

Ao perceber que a filha estava irredutível em sua fé cristã, Dióscoro, num impulso de ira, denunciou a filha ao prefeito da cidade. Este ordenou que Bárbara fosse torturada em praça pública, para tentar fazer com que a jovem renegasse a fé cristã. Porém, para surpresa de todos, Santa Bárbara não renegou sua fé, mesmo diante dos mais atrozes sofrimentos.

Durante a tortura, uma jovem cristã chamada Juliana denunciou os nomes dos carrascos, coisa que era expressamente proibida na época. Por isso, Juliana foi presa e condena à morte por decapitação juntamente com Santa Bárbara.

As duas jovens cristãs foram levadas amarradas pelas ruas de Nicomédia, sob os gritos furiosos de muita gente. Santa Bárbara teve os seios cortados. Depois, foi conduzida para fora da cidade. Lá, seu próprio pai a degolou.

Bárbara e os raios

Quando Dióscoro degolou a filha e a cabeça de Santa Bárbara rolou pelo chão, um raio riscou o céu e um enorme trovão foi ouvido pelo povo. E, para o assombro de todos, o corpo de Dióscoro caiu no chão sem vida, atingido pelo raio. Parece que a natureza se revoltou contra a atitude desse pai infanticida.

Depois deste fato, Santa Bárbara ganhou o status de "protetora contra relâmpagos e tempestades", além de ser nomeada Padroeira dos artilheiros, dos mineradores e das pessoas que trabalham com fogo.

Devoção à Santa Bárbara

A festa de Santa Bárbara é celebrada na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa. A festa é celebrada no dia 4 de Dezembro de cada ano.

Mas a grande mensagem de Santa Bárbara destina-se a todos aqueles que buscam a verdade, principalmente os jovens. Ela nos ensina a buscar a verdade com coração sincero e aberto. Ensina também que o casamento não deve acontecer por mero interesse, mas sim por amor. Por fim, Santa Bárbara nos dá uma mensagem de coragem e fé. A palavra mártir quer dizer testemunha e se aplica aos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé e pecar. Este é o grande testemunho de Santa Bárbara.

Oração de Santa Bárbara


“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”








terça-feira, 19 de novembro de 2013

Negros e mestiços na história da Academia Brasileira de Letras


Negros e mestiços na história da Academia Brasileira de Letras

DOMÍCIO PROENÇA FILHO

Quinto ocupante da cadeira 28





FRANCISCO OTAVIANO

Patrono da cadeira 13






GONÇALVES DIAS

Patrono da cadeira 15




GREGÓRIO DE MATOS

Patrono da cadeira 16



JOSÉ DO PATROCÍNIO

Fundador da cadeira 21





DOM LUCAS MOREIRA NEVES

Sexto ocupante da cadeira 12













MACHADO DE ASSIS

Fundador da cadeira 23





DOM SILVÉRIO GOMES PIMENTA

Segundo ocupante da cadeira 19





TOBIAS BARRETO

Patrono da cadeira 38





terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nem berro , o becão da Roça

da  esquerda  pra direita: Zé Antonio.sô Toinzinho, Abilio, Silvio Baião, NEM BERRO, Djalma ,Nelson e Carlão 
agachados: Getúlio paquinha, Loirinho, cabeção , Sergio braga, Geraldo Cristino e Zé Carlos.

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Saco de farinha nas costas. Dentro dele, camisas surradas com o escudo do glorioso RENNE ou do Olaria Futebol Clube, uma bomba de encher e uma bola pintada com cal.
Personagem: um homem de estatura mediana, sorriso franco desdentado, andar e jeito de Martinho da Vila (o bom malandro carioca).
Este era o perfil de um dos mais folclóricos personagens da Rocinha.
Com sua voz fanhosa, ganhou notoriedade quando optou por ser um solteirão convicto seu amor pelo futebol.
Com seu jeito malandro e simples era personagem marcante no campo de futebol de Roça grande.
O time que ele dirigia era formado por ele e mi dez.
O verdadeiro beque da roça dava espetáculo pra torcida com seus chutões.
Seus companheiros inseparáveis e time eterno eram: Boi, Silvio baião, Nem berro, Ideir, Ventura, Abílio, Gumercindo, Geraldo Perácio, Quincas, Botão e Baianinho. No elenco tinha ainda Carlos berro, Nelson Paulada, Kidão, “sô Toinzinho”, Caiol, Vicentão e outros jogadores de fim de semana.
Alterações nesta escalação só mesmo se o candidato á vaga estivesse em dia com a lavagem de camisa e mensalidade.
Conta se que num jogo amistoso entre a Renner e uma equipe visitante, a única bola em jogo era a do Nem e o técnico do seu time resolveu no segundo tempo da partida fazer uma substituição e adivinhe quem o técnico resolveu tirar?
-Acertou quem disse o Nem.
O técnico chegou perto da linha lateral e gritou:
-Nem! Passa a camisa pro Tiririca! (passar a camisa não era só substituição não! Realmente, a camisa suada era passada com tristeza por quem saindo e alegria para quem está entrando, independente se o substituído era dono de CC insuportável). - to saindo?  Perguntou indignado o becão.
- Sim! Disse o técnico- e passa logo a camisa pro Tiririca...
-Isso é que não!- respondeu! Se eu não jogar não tem mai jogo... disse pegando  bola do jogo e saindo com o seu passo de malandro .
Foi uma luta convencer o Nem a emprestar a bola e voltar a campo.
Quem não gostou muito foi o Tiririca que teve que se contentar em assistir o jogo da pedra de reserva (pedra de reserva porque não tinha banco).
Outra passagem hilária deste bom cidadão aconteceu no bairro São Benedito, município de Santa Luzia, aqui pertinho de Belo Horizonte.
Jogavam Rosário de Roçagrande (time fundado pelo grande Manel chieira) e São Benedito F. Clube. Fomos de ônibus especialmente contratado para viagem, o time do Rosário quadro B havia tomado uma sonora goleada do quadro B do São Bené e isso deixou a torcida e os jogadores locais convictos que o quadro “A” encheria também o balaio do quadro A do Rosário.
Mero engano: O time formado por Boi, Abílio, Bozó, cabeção e Silvio Baião, Jésus, Bispo e Pelezinho, Dé de bandinha, Carlinhos e Baianinho, deu o maior sufoco no time local.
Como cortesia o juiz da partida era o Carlinhos Roque e o placar marcava 1 a 0 para o Rosário, quando o juiz da partida marcou pênalti contra o São Bené, todo o mundo viu quando o zaqueirão para não tomar um chapéu de Pelézinho, meteu a mão na bola dentro da área.
Desespero! O time e a torcida foram para cima do Luiz. Carlinhos Roque muito corajoso (ou doido?) estava irredutível.  Foi pênalti e acabou, bola na marca.
Impasse; bate ou não bate... La vem o Nem. Com a sua voz fanhosa botou banca...
- Foi pênalti – impôs
Pênalti porcaria nenhuma, rugiu um negão de dois metros de altura, olho vermelhos (parecia que ele usava groselha como colírio), bafo de matar urubu a distancia, músculo de estivador de porta da Rua Guaicurus em Belo Horizonte, peitando o Nem.
Isso não o intimidou - Foi pênalti e acabou (fazendo uma careta que gelou o sangue do negão e de mais meia dúzia de encrenqueiros)
Houve acordo e resolveram bater o pênalti.
Um jogador que prefiro não dizer o nome foi bater o pênalti e, com medo de que no final do jogo pudesse haver retaliação, bateu a falta fraquinha só para o goleiro pegar.
Realmente o goleiro fez aquela linda defesa mandando bola a escanteio. PR delírio d torcida local.
MS a justiça foi feita, na cobrança do escanteio, Dé de bandinha mandou a bola para o fundo das redes do São Bené que acabou perdendo o jogo por 2 a1.
Graças ao bom Deus o espírito desportivo prevaleceu. Houve confraternização das equipes e o respeito e admiração por Nem berro aumentou...
- Bravo, dizia ele, não sou, mas o que é justo tem que prevalecer... conclui.
Hoje com certeza deve estar no céu divertindo a torcida de anjo com sua simplicidade e alegria.