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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Entenda as comemorações do seu time

  • Um jogador, após marcar seu gol, chama os companheiros de equipe para o abraçarem;
  • O jogador batendo no peito após marcar o gol;

  • Abrindo a boca o máximo possível, como se estivesse em uma cadeira de dentista. Este tipo de comemoração foi usada diversas vezes pelo ex-atacante italiano Filippo Inzaghi durante sua carreira;

  • O autor do gol beijando o escudo do time ou da seleção, demostrando amor por um ou por ambos;
Resultado de imagem para beijando o escudo ( D' alessandro)
  • Mergulhando no gramado com os braços e pernas abertos. Isto foi feito pela primeira vez pelo alemão Jürgen Klinsmann, que na época fora contratado pelo Tottenham. Segundo ele, era para satirizar sua fama de cavador de faltas e pênaltis;

  • Colocando o dedo indicador na boca, pedindo para que a torcida rival se cale. Tal celebração foi usada constantemente por Andrey Arshavin, durante sua primeira passagem pelo Zenit;

  • O jogador correr ou andar com estilo despreocupado ou com um sorriso "arrogante", como se dissesse que "era o melhor" ou que o gol "era fácil". Este tipo de celebração ficou imortalizada com o francês Éric Cantona e, recentemente, com o sueco Zlatan Ibrahimović;
( Éric Cantona)(  Zlatan Ibrahimović)
  • O autor do gol correr pelo gramado e deslizar sobre o mesmo ajoelhado. José Ferreira Neto foi o pioneiro nesta comemoração, que hoje é feita pelo português Cristiano Ronaldo.
 (NETO)   ( Cristiano Ronaldo)
  • O jogador estender os braços e simular um avião, imortalizado pelo português Pedro Pauleta;
 ( Pedro Pauleta)
  • O marcador beijar o dedo anelar após fazer o gol, homenageando a esposa;
  • O jogador balança os braços de um lado para o outro, como se estivesse balançando um bebê. Essa comemoração ficou marcada na Copa de 1994, quando Bebeto, no jogo entre Brasil e Holanda, fez o segundo gol brasileiro e chamou Romário e Mazinho para festejarem o gol desta forma para lembrar o nascimento de Mattheus, filho do atacante. Bebeto já havia feito isto no jogo contra Camarões, para comemorar o nascimento do filho do lateral Leonardo. No entanto, Bebeto não inventou o gesto - Paulo Nunes, então em início de carreira no Flamengo, o fez pela primeira vez no jogo contra o São Cristóvão, em 1991, quando descobriu que sua esposa estava grávida;
 ( Mazinho, Bebeto e Romario)  
  • O jogador chupando o dedo, como forma de homenagear seu filho (ou filha). Robinho foi um dos primeiros nessa comemoração.
  • O jogador apontando o dedo indicador para o céu, agradecendo a Deus ou para homenagear alguém que morreu;
 ( Leandro Damião0
  • Colocando as mãos atrás das orelhas, para ouvir a reação da torcida. Isto é geralmente usado para provocar a torcida do clube rival ou do antigo time do jogador, quando este é vaiado constantemente.
 ( Fred)
  • O jogador correr para a bandeirinha de escanteio e dançar em frente à mesma. O gesto foi imortalizado por Roger Milla, que comemorou seus quatro gols na Copa de 1990 deste jeito. Ao marcar contra a Rússia, na Copa de 1994, Milla repetiu a comemoração;
( Roger Milla)
  • Dando acrobacias no ar após marcar o gol. Jogadores africanos, principalmente da Nigéria, são os principais expoentes deste tipo de comemoração de gols. A mais famosa foi na Copa de 2002, quando Julius Aghahowa fez o primeiro (e único gol) da Nigéria no torneio, contra a Suécia;
  • Fingindo disparar com uma arma de fogo imaginária, apontando-a para o céu ou para algum alvo virtual;
  • Os companheiros de time do jogador ficam ao redor dele e um finge estar engraxando a chuteira do marcador;
 (  Robinho  finge engraxar a chuteira de Neymar)
  • Ajoelhando-se no gramado para agradecer a Deus - no caso de jogadores muçulmanos, agradecendo a Alá (deus do Islã) pelo gol marcado.
  • Correr para a bandeirinha e dar-lhe vários socos;
  • Fazer o chamado "punho cerrado", em que o jogador levanta o braço com a mão fechada e o outro braço é colocado atras das costas. Esta comemoração foi muitas vezes feita por Sócrates, ídolo corintiano.

 fonte: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Comemora%C3%A7%C3%A3o_de_gol&veaction=edit&vesection=1

sábado, 11 de julho de 2015

O bife no bolso do terno




Em minha infância sofria de um mal constrangedor: era gago e pronunciava o “P” no lugar do “b”, e palavras como “Pampulha”, eu pronunciava “Bambulha”, branco era pra mim “Blanco” e assim por diante.
Quando ficava nervoso, sentia falta de ar e cheguei até perder os sentidos.
Pois muito bem, fui me tratar com um medico homeopata que proibiu, terminantemente, que eu ingerisse carne de qualquer espécie e me explicando que nosso estômago não é cemitério e que a carne provém da dor e do sofrimento, por isso, certamente, esses sintomas eram o sentimento dos animais mortos que havia ingerido que estava me causando tanto mal.
  Acreditei piamente no que o doutor me disse e me transformei num vegetariano convicto. Ficava feliz em ver no meu prato uma bela salada de alface, tomate, agrião e aipo.

Transformei-me em atleta e minha alimentação básica era feita, principalmente, de soja e verduras verde e vermelha, além de milho.
Deu resultado. Fiquei mais calmo, aumentou o meu autocontrole em relação ao ambiente em que vivia.
Mas, apareceu em minha vida uma linda garota, Seu nome Geni, idade 17 anos (a mesma que eu) filha de um sitiante da região.
Era engraçado quando saiamos  juntos, eu, um baita crioulo, ela uma peça de porcelana, branquinha e frágil. O amor começou a florescer em nossos corações juvenis e como queria mostrar que tinha as melhores intenções para com ela, fui me apresentar ao seu genitor e esse ato muito lhe alegrou.
Fiquei amigo do Sr Ferreira (o pai de minha namoradinha), me tratava como a um filho, mas tinha a constrangedora mania de me agradar ao extremo e toda noite, era obrigado a ouvir o desafinado som da sanfona acompanhado das musica Chico Mineiro, Tristeza do jeca, Meu primeiro Amor e outras musicas; quando bem interpretada é o fino do cancioneiro popular nacional.
            Além de ouvir suas belas (?) interpretações, vinha o pior. Mandioca frita (até aí tudo bem) com torresminho de porco (aí!)
           Não sabia dizer não e tinha que comer o que era servido.
          Num belo sábado, não resisti. O meu compenetrado sogro me disse que tinha uma surpresa para mim e que deveria vir a rigor. Pois sim, vesti o meu terninho de linho azul-marinho,acompanhado de uma camisa linda de cor rosa, sapato preto bem engraxadinho e fui para a casa da minha namoradinha.
Chegando lá, foi anunciado o noivado de uma das cunhadas do seu Ferreira. Depois da solenidade de aceite dos responsáveis pela mão da moça, os olhos se voltaram para mim, como a me perguntar: e você, quando pedirá?
Dei uma de desentendido e fui tomar uma fresca do lado de fora da casa
Minutos depois me chamaram para jantar, seria um jantar especial: Bife de fígado com cebola, arroz branco, feijão com miúdo de porco acompanhado por salada de palmito e cebola.
Olhei desesperado para minha namorada e ela não entendeu, Menti dizendo que estava com problemas estomacais, mas isso foi um erro, pois acharam que eu estava desfazendo da hospitalidade da família.
Esqueci um detalhe que foi coadjuvante no drama desta cena. Como o sitio era no distrito do Triangulo, a poucos quilômetro do bairro Paciência, não havia iluminação residencial e tudo era feito á luz da lamparina.
Aproveitando a escassa iluminação, resolvi guardar o bife de fígado no bolso do paletó, e com isso, na primeira esquina, jogar fora.
Coloquei os dos grandes pedaços no meu bolso, recusei quando me ofereceram mais, tomei bastante Crush (refrigerante de laranja da época) e Grapette e sai da mesa.
Minha intenção era me livrar daquele incômodo passageiro do terno.
Acontece que o cachorro já estava sentindo o cheiro forte do bife no meu bolso, e me rodeava, eu o expulsava e ele voltava.  
Seu ferreira resolveu tocar a bendita valsa da meia noite e pediu que eu e sua filha dançássemos.
Estava nervoso, o Leão me cheirando a Geni e seus pais desconfiados de algo, mas  não sabiam o quê.
De repente o canzarrão avançou para cima de mim e numa dentada espetacular, arrancou parte do meu terno, me jogando e me arrastando pelo chão da sala, até conseguir pegar o pedaço o pedaço da carne que eu havia escondido.
Minha cara foi La embaixo de vergonha; de um lado várias pessoas estupefata; do outro, um cão feliz a devorar um sanduíche de linho com fígado de boi e mais adiante, um infeliz cidadão à cata de uma explicação plausível... e ela saiu:
- O que está acontecendo rapaz? Por que guardava no seu bolso a carne?
Ao que respondi: - Olha meu sogro, o fígado estava tão bom que resolvi levar um pedaço para minha querida mãezinha, e fiquei sem jeito de lhe pedir.

- Ora rapaz! Exclamou meu dileto sogro- Você é de casa! Maria prepara uns bifes para o rapaz levar para a mãe dele, e venha cá vamos comer um picadinho de fígado que sobrou...
- Socorro!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Um crime covarde





O facão caiu como um aríete na cabeça de Zé Maria, destroçando parte de tua face.
Caiu atordoado, mas consciente que seu fim estava próximo, respirava com dificuldade, a visão nublada e o cheiro de seu próprio sangue impregnavam tua narina.
Mas como isso aconteceu?
- Nove de maio de mil novecentos e sessenta e oito, uma terça feira de muito sol Zé Maria, um garoto de apenas dez anos de idade, ruivo, olhos castanho escuro sorriso franco emoldurado por uma bela boca de dentes brancos e brilhante, se preparava para ir à escola.
Filhos de pais cariocas vieram morar em Roça grande em virtude da grande oferta de emprego que proporcionava a companhia Siderúrgica Belgo-Mineira. A família se adaptou bem ao novo domicilio,um  bairro de quatro mil habitantes, muito arborizado e cuja principal religião era a católica, cuja fé toda a família professava.
Este era o perfil desse garoto ruivo e sardento, alegre e ingênuo, que toda a manhã saia de sua pequena casa na Rua Santana e caminhava tranqüilo rumo à escola e nesta terça feira não foi diferente.
Quis o destino, que neste dia seu caminho cruzasse com o do Amarildo, um homem rude e revoltado com a vida.
Natural de Ubá,Minas Gerais, veio parar nestas paragem em virtude de ter contraído a hanseníase, doença essa que acometia muitas pessoas de classe baixa, moradores de região rural e de baixa resistência orgânica.
A revolta era latente em seus olhos, janela da alma, achava que Deus não olhava por ele e via em cada ser humano, um inimigo a ser eliminado.
Sentado na divisa do hospital com Rua São Pedro, viu o pequeno Zé, atravessar a rua saltitante e velozmente que sentiu uma pontada de inveja.
Porque sorri aquele pirralho?
Esta caçoando de mim, esse maldito? Pensou revoltado.
Irracionalmente destilava ódio por aquele inocente menino cujo objetivo maior era chegar à escola e se ater com seus coleguinhas e seus mestres. Mas não!
Para Amarildo, o mundo conspirava contra ele e esse maldito, ria de sua condição de farrapo humano, odiava a vida, odiava o mundo, renegava a Deus por isso.
Amarildo se conteve quando o garotinho acabara de atravessar a rua e num rápido “psiu” chamou a atenção do moleque que curioso estacou ante ao pedido de atenção.
-Pois não, senhor o que queres de mim? Indagou
- Você gosta de mangaba?Olha está no tempo delas e sei onde tem varias arvores carregada com tais frutos, pronto pra ser devorado e ser transformado em suculentos doce.
-Não obrigado, moço, mas tenho que ir pra escola e não posso chegar atrasado, hoje tem sabatina e preciso ir adiante.
-Que pena! Você poderia me ajudar, pois essa ferida na perna me atrapalha e não posso caminhar ligeiro como você, por favor, me ajude pelo menos a colher uns pouco fruto para me deliciar.
-ta bom, mas vamos rápido, pois nada pode interpor no meu objetivo hoje.
Na verdade, Zé Maria sentia um misto de compaixão e curiosidade, pois não conhecia bem a fruta nem a sua arvore e a compaixão vinha ao olhar para aquele homem com o nariz braços e perna em estado lastimável, deformados.
Capengando, Amarildo levou Zé Maria para o interior da mata do hospital, chegando perto de um barracão, alegando que precisaria pegar uma ferramenta, conduziu o ingênuo menino para o seu calvário.
Estava de costa quando recebeu o primeiro golpe, caiu; O facão agiu como um aríete na cabeça de Zé Maria, destroçando parte de tua face. Atordoado, consciente que seu fim estava próximo, respirava com dificuldade, a visão nublada e o cheiro de seu próprio sangue impregnavam tua narina, aos poucos foi partindo desse mundo, sob o golpe final dado pelo insano.
Amarildo contemplava o teu ato, no seu rosto não se via um traço de arrependimento pelo que acabara de praticar. Aquele moleque merecia. Calmamente ele pegou o corpo inerte do guri e o levou para o meio da mata onde ele acreditava que ninguém o procuraria.
Suas veste estava suja de sangue, o facão tinha vestígios de cabelo da vitima. Trocou de roupa e jogou para bem longe a arma que usara para aniquilar a pequena vitima.
Enquanto isso, na escola de Roça grande a presença do pequeno Zé fora sentida e dona Hercilia, sua professora escrevera um bilhete para os pais do pequeno Zé indagando o motivo de sua ausência neste dia letivo.
O bilhete fora entregue aos pais do aluno, que imediatamente se preocuparam com esse fato e saíram à procura do garoto.
As horas iam passando e nenhuma noticia do menino aparecia. A policia fora acionada e grupos de moradores refizeram o caminho natural que deveria ser percorrido de sua casa ate no estabelecimento de ensino, mas nenhuma pista aparecia. Surgiu à idéias de rapto ou mesmo de algum romeiro de Santo Antônio ter levado o garoto pra passear e não voltara.
Os pais de Zé Maria conheciam o filho e não acreditava nesta hipótese.
O dia despontava no horizonte das Alterosas e nenhuma noticia. Foi quando da mata saiu um cachorro puxando algo que chamou a atenção do grupo : era uma mochila de pano que logo os pais e colega do menino reconheceram como pertence dele e através desse indicio , adentraram mata a dentro e encontram em meio a folhas e galhos de arvores o pequeno infeliz.
Comoção geral, a Roça grande chorou. Quem cometeria algo tão atroz?
A policia comandada pelo delegado Sebastião Firmino, entrou no caso e numa verdadeira sorte conseguiu desvendar o crime, pois o assassino não tendo mobilidade de movimentos ágeis, foi para o quarto onde dormia com a roupa suja de sangue, fato esse que chamou a atenção de funcionário que recolheram a roupa e quando indagado sobre algo anormal nos últimos dias, apresentaram a roupa do internado, que logo foi indagado sobre o sangue e logo confessou.
Amarildo foi  recolhido a prisão  de Sabará e por La  ficou ate ser condenado a doze anos de prisão.
Não cumpriu totalmente a pena pois foi encontrado morto em sua cela, justamente um ano depois  desse  ato bárbaro que cometera.

Restou  para a família do pequeno Zé, somente a lembrança do menino alegre e ingênuo, vitima da revolta  de um infeliz doente mental.

domingo, 17 de maio de 2015

Quem realmente descobriu o Brasil?

Uma das perguntas mais triviais e até infantis que se pode fazer é "Quem descobriu o Brasil?"
A resposta seria mais simples ainda, foi Pedro Alvares Cabral, Certo?

Errado. O primeiro português a vir às terras brasileiras não foi Pedro Álvares Cabral, ao contrário do que até hoje ensinam os manuais de história. O primeiro pedaço de solo tupiniquim avistado pelos portugueses também não foi o Monte Pascoal, no sul da Bahia. O primeiro contato dos europeus com a terra brasilis muito pouco ocorreu em 22 de abril de 1500.

Recentes trabalhos de pesquisadores portugueses, espanhóis e franceses revelam uma história muito convincente sobre a chegada dos colonizadores portugueses ao Novo Mundo. O primeiro português a chegar ao Brasil foi o navegador Duarte Pacheco Pereira, um gênio da astronomia, navegação e geografia e homem da mais absoluta confiança do rei de Portugal, D. Manoel I. Duarte Pacheco descobriu o Brasil um ano e meio antes de Cabral, entre novembro e dezembro de 1498. O primeiro português a confirmar que existiam terras além do Oceano Atlântico desembarcou aqui num ponto localizado nas proximidades da fronteira do Maranhão com o Pará. De lá, iniciou uma viagem pela costa norte, indo à ilha do Marajó e à foz do rio Amazonas. Quando regressou a Portugal, o rei ordenou-lhe que a expedição deveria ser mantida em sigilo. O motivo para que a descoberta fosse tratada como segredo de Estado era bastante simples: as terras encontravam-se em área espanhola, de acordo com a divisão estabelecida pelo famoso Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, quatro anos antes de Duarte Pacheco chegar à Amazônia.

As novas pesquisas sobre a verdadeira história do descobrimento acabam definitivamente a inocente versão ensinada nas escolas de que Cabral chegou ao Brasil por acaso, depois de ter-se desviado da sua rota em direção às Índias.

O QUE PROVA TAIS AFIRMAÇÕES ?

Até consolidar sua presença nessa - até então - desconhecida parte do mundo, portugueses e espanhóis se envolveram num fascinante jogo de traição, espionagem, blefes e chantagens. O mais recente trabalho a sustentar que Duarte Pacheco foi o verdadeiro responsável pelo descobrimento foi publicado no ano de 1996, em Portugal. Intitulado A construção do Brasil, é de autoria do historiador português Jorge Couto, 46 anos, professor da Universidade de Lisboa.

A base da tese gira em torno de um manuscrito, o "Esmeraldo de situ orbis", produzido pelo próprio Duarte Pacheco entre 1505 e 1508 e que ficou desaparecido por quase quatro séculos. Até no título, o documento revela seu caráter cifrado. "Esmeraldo" é um anagrama que associa as iniciais, em latim, dos nomes de Manoel (Emmanuel), o rei, e Duarte (Eduardus), o descobridor. "De situ orbis" significa "Dos sítios da Terra". "Esmeraldo de situ orbis", portanto, era "O tratado dos novos lugares da Terra, por Manoel e Duarte". Era um imenso relato das viagens de Duarte Pacheco Pereira não só ao Brasil, como à costa da África, principal fonte da riqueza comercial de Portugal no século XV. O rei D. Manoel I considerou tão valiosas as informações náuticas, geográficas e econômicas do "Esmeraldo" que jamais permitiu que ele fosse tornado público. Foi montado em cinco partes, com 200 páginas no total. As melhores provas sobre o descobrimento do Brasil aparecem no capítulo segundo da primeira parte.

O documento era, de fato, tão precioso que uma cópia foi contrabandeada em 1573 para a Espanha por um espião italiano, Giovanni Gesio. Depois que o espião pirateou um exemplar para a Espanha, alguns historiadores começaram levantar a hipótese da vinda de Duarte Pacheco ao Brasil antes de Cabral. O peso da visão tradicional da história e a linguagem enigmática da passagem referente à viagem de 1498 contribuíram, porém, para que essa fosse considerada, até agora, uma versão fantasiosa. Para sustentar a sua tese, Jorge Couto cruzou dados sobre as relações políticas entre Portugal e Espanha em 1498, debruçou-se sobre interpretações minuciosas do "Esmeraldo" e dos mapas da época, estudou os métodos usados no final do século XV para calcular a longitude e recorreu a relatos históricos sobre as antigas populações indígenas da Amazônia e aos resultados das recentes pesquisas feitas pela arqueóloga americana Anna Roosevelt em Santarém e na ilha do Marajó, no Pará.

Em Portugal, o livro de Jorge Couto tornou-se uma referência obrigatória. Entre os principais historiadores portugueses, "não há dúvidas de que Duarte Pacheco chegou ao Brasil antes de Cabral", menciona José Manoel Garcia, pesquisador português especializado em História dos Descobrimentos. "A viagem de Cabral continua a ser considerada o descobrimento oficial do Brasil apenas por uma questão de tradição e de comodidade." Não é só em Portugal que Duarte Pacheco é reconhecido como o responsável pelo descobrimento do Brasil. O espanhol Juan Gil, da Universidade de Sevilha, e o francês Serge Gruzinski, do Centre Nationale de Recherches Scientifiques, também fazem essa afirmação em trabalhos publicados, respectivamente, em 1989 e 1992, mas sem a riqueza de tantas evidências e provas como Jorge Couto.

1498: GUARDE BEM ESTE ANO...

Em outubro de 1498, o rei português D. Manoel I viu frustradas as suas ambições de subir também ao trono da Espanha, depois que morreu sua mulher, dona Isabel, filha dos reis católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Perdeu assim sentido a política de boa vizinhança que ele vinha desenvolvendo com os espanhóis. D. Manoel I resolveu, então, mandar uma expedição para descobrir terras na "parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano". A parte ocidental era onde ficavam as terras descobertas pelos espanhóis nas Américas, na primeira expedição comandada por Cristóvão Colombo em 1492. O mar Oceano era como os portugueses chamavam o Oceano Atlântico. A expedição deveria também determinar, no local, a linha imaginária traçada pelo Tratado de Tordesilhas para funcionar como marco divisório dos domínios portugueses e espanhóis no mundo. Para a missão, d. Manoel I escalou o melhor homem que tinha à disposição. Duarte Pacheco era um exímio navegador, como tinha demonstrado na costa da África, era da sua total confiança e, o mais importante, tinha sido um dos conselheiros técnicos de Portugal nas negociações do Tratado de Tordesilhas.Após ter recebido as ordens do rei, Duarte Pacheco zarpou, em novembro de 1498, do arquipélago de Cabo Verde, na costa da África, em direção à linha do Equador. Os historiadores ainda não encontraram evidências para confirmar se ele partiu com apenas uma ou com duas caravelas. Navios de pequeno porte, elas eram usadas em expedições de exploração. Para ocupar territórios, os portugueses e espanhóis usavam naus e galeões, navios maiores, com grande capacidade de carga. Duarte Pacheco continuou navegando para o Sul até que avistou terra na região que hoje é fronteira entre o litoral do Maranhão e do Pará. A partir desse ponto, favorecido pela corrente marítima das Guianas, Duarte Pacheco não teve dificuldades para iniciar uma viagem pelo litoral brasileiro que foi até a Ilha do Marajó e a foz do rio Amazonas.

DUARTE PACHECO PEREIRA NO BRASIL

Durante o trajeto, Duarte Pacheco encontrou populações compostas de homens "pardos quase brancos". Essas eram justamente as características físicas dos índios aruaques que dominavam a orla marítima do Norte do Brasil. Os estudos da arqueóloga Anna Roosevelt comprovaram que toda essa região era habitada por populações indígenas com alta densidade demográfica e que criaram na ilha do Marajó uma sociedade complexa, de escala urbana e produtora de um artesanato até sofisticado, como a célebre cerâmica marajoara. Isso explicaria a referência de Duarte Pacheco ao Brasil como uma "terra grandemente povoada".

Embora não haja comprovação de que o navegador português tenha rezado também a primeira missa do Brasil em solo amazônico, existem indícios. Há relatos de navegadores espanhóis que teriam encontrado uma grande cruz na região da foz do Amazonas. Na volta a Portugal, os resultados da expedição foram mantidos sob absoluto sigilo. Uma cláusula do Tratado de Tordesilhas obrigava Portugal e Espanha a comunicarem ao outro reino as ilhas e terras descobertas em domínios alheios. Ora, todas as terras descobertas ficavam na área dos espanhóis. O rei d. Manoel I, que não tinha mais como subir ao trono espanhol, calou para não dar munição de graça aos concorrentes. O silêncio sobre a expedição de Duarte Pacheco foi apenas mais um golpe baixo na feroz competição que portugueses e espanhóis travavam no final do século XV. Na luta pela hegemonia na Península Ibérica e para ver quem primeiro descobriria o caminho das ricas especiarias das Índias, Portugal e Espanha.

VOLTA DE PACHECO A PORTUGAL: GLÓRIA E MORTE

Depois da expedição à costa brasileira em 1498, Duarte Pacheco foi para a Índia entre 1503 e 1505. Lá, cobriu-se de glória ao derrotar em sucessivas batalhas, com poucas centenas de soldados, milhares de inimigos comandados pelo rei da cidade indiana de Calecut. Na volta a Portugal, Duarte Pacheco ganhou uma recepção triunfal do rei d. Manoel, que lhe concedeu a raríssima honra de o colocar ao seu lado na procissão comemorativa que percorreu as ruas de Lisboa.

Depois da subida ao trono português de d. João III, Duarte Pacheco, por ser integrante de um grupo político muito próximo a d. Manoel, caiu em desgraça. Foi preso sob a acusação, aparentemente caluniosa, de contrabando de ouro na África e ficou meses encarcerado em Lisboa. Mais tarde, foi reabilitado, mas morreu em 1533 na pobreza e totalmente afastado das decisões políticas.

ONDE FICA PEDRO ALVARES CABRAL NESTA HISTÓRIA

A maior parte dos historiadores que pesquisam o descobrimento, são unanimes ao dizer que o "descobridor" oficial do Brasil compõe uma pálida figura. Cabral não entendia quase nada de navegação, mas era oriundo da média nobreza - teve a sorte de casar com uma das herdeiras de uma das famílias mais ricas do reino. Foi assim que conseguiu ser escalado para comandar a maior armada que Portugal já montara. Pela quantidade de homens e naus, a expedição de Cabral é mais uma prova de que os portugueses vinham para tomar posse do Brasil e usá-lo como base de apoio da rota para as Índias. Ele partiu do rio Tejo, em Lisboa, com cerca de 1,5 mil homens e 13 embarcações (nove naus, três caravelas e uma naveta de mantimentos). Apenas para comparação: quando chegou às Índias em 1498, Vasco da Gama viajou com apenas três embarcações. Oficialmente, a missão de Cabral era estabelecer uma feitoria comercial na cidade de Calecut. Esse era o motivo da presença na expedição de Pero Vaz de Caminha - o autor da "certidão de nascimento" do Brasil seria um dos escrivães de despesa (uma espécie de contador) do entreposto comercial a ser criado na Índia. Os portugueses acreditavam que o Brasil se encontrava mais próximo do Sul da África do que realmente está. Após a viagem de Cabral, perceberam o erro e só partiram para a ocupação do Brasil 30 anos depois.Portanto o ano de 1500 marca para a História do Brasil o surgimento das bases da colonização portuguesa, e nunca o descobrimento do Brasil.

NADA ACONTECE POR ACASO, NEM O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Entre os historiadores, é quase consensual que Cabral partiu de Portugal com instruções secretas do rei d. Manoel para chegar às terras já descobertas por Duarte Pacheco. Em 1979, o comandante Max Justo Guedes fez sobrevoos na costa de Porto Seguro (BA), na altura da gávea da nau de Cabral para verificar as condições de navegação em que foi avistado o Monte Pascoal, em 22 de abril de 1500. Na carta de Caminha, ele é descrito como um monte cônico com "serras mais baixas ao sul dele". Segundo o estudo, esta visão do morro só ocorre quando se navega de Sul para Oeste (como se Cabral tivesse alcançado o litoral à altura do Espírito Santo e subido em direção à Bahia), o que demonstra que ele estava em busca de terras. Se tivesse chegado ao Brasil por acaso, Cabral estaria navegando na direção Norte-Oeste. "A descoberta foi intencional", sustenta o comandante Guedes. "A tese de que Cabral chegou ao Brasil por acaso não encontra mais respaldo entre os historiadores", corrobora Laura de Mello e Souza, professora da Universidade de São Paulo (USP).

Ao alcançar Porto Seguro, a esquadra tinha 12 embarcações (uma se perdeu no caminho e depois conseguiu retornar a Portugal). Cabral ficou apenas uma semana, rumando para a segunda etapa, mas fracassou na missão de estabelecer a feitoria em Calecut. Um ataque de surpresa dos hindus, atiçados por comerciantes muçulmanos, destruiu a feitoria e massacrou vários portugueses, entre eles Caminha. Cabral voltou a Lisboa com apenas seis navios. Entrou depois em atrito com o rei e não voltou mais a comandar expedições marítimas. D. Manoel I teria justificado a decisão com o argumento de que Cabral não era "um homem com muita fortuna no mar". O que teria sido o grande feito da sua vida, o descobrimento do Brasil, só foi divulgado um ano depois que a carta de Caminha chegou a Portugal. Isso demonstra a pouca importância que os portugueses deram à expedição de Cabral - mais um indício de que se tratava, realmente, da segunda viagem ao Novo Mundo. Quando comunica o fato aos reis espanhóis, d. Manoel I, cinicamente, o atribui a um ato milagroso. Até recentemente, a casa que pertencera à família de Cabral, em Santarém, cidade portuguesa onde está o seu túmulo, funcionava como um prostíbulo. Foi restaurada por causa das comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil no ano 2000.

fonte: http://www.souparaense.com/2011/04/quem-descobriu-o-brasil-pedro-alvares.html

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Feio pra capeta


                                            


Denise, minha irmã  mais nova estava explicando para o  meu sobrinho Henrique, um garoto de quatro anos  algumas passagens da bíblia e como estava no mês da quaresma , ela explicava ao garoto , o que Jesus passou no deserto e como  foi tentado pelo capeta.
Henrique ouvia embevecido as explanações de sua genitora e estava tão absorvido pelo tema  , que de vez  enquanto soltava um suspiro e um arrepio . Denise explicava que Jesus era nosso salvador e redentor da humanidade e por ter morrido na cruz , ele tirou todos os nossos pecado. Contou ainda que devemos ser bonzinhos e não fazer nada errado se não o capeta pega a gente e leva pro inferno.
- Muito curioso e ingênuo, próprio da criança ele perguntou:- mãe como o capeta é?
- Muito feio  , meu filho . Muito feio.
Neste momento toca a campainha da porta. Henrique corre pra abrir a porta e volta todo assustado  e tremendo. Denise apreensiva  foi logo perguntando ? que foi filho ?
Mãe o diabo ta La fora vendendo verdura.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Abdução



Abdução
O casal era muito conhecido no bairro.
 Quem não conhecia o senhor Jacó e Dona Maristela?
Ela uma excelente professora do grupo escolar Dr. Homero Machado Coelho, por isso era respeitada e admirada pelos quatrocentos habitantes do bairro de Roça grande.
Na comunidade católica era requisitada para “puxar “as novenas e terço do mês de Maria (mês de maio, onde se realiza até hoje a coroação da Virgem Santíssima”). Mulher de traços finos e aos quarenta anos de idade tinha o corpo e rosto de uma garota de vinte e cinco anos, seus olhos verdes acinzentados refletiam uma alma límpida e imaculada de uma  cidadã digna de exemplo a ser seguida. Teu marido Jacó não ficava para trás, religioso, trabalhador  era um homem admirado pelas mulheres por seu traço viril e invejado pelos homens por ser funcionário da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) e ter casado com a bela e prendada Maristela.
Era comum ver o casal sair da missa das onze horas da igrejinha de santo Antonio caminhar pela via férrea até o sitio que moravam e la forrar o gramado do jardim e ali mesmo se servirem do almoço ao ar livre.
O sitio que Jacó e Maristela possuíam ficava no caminho entre Roça grande e General carneiro possuía uma grande extensão de terra margeando o rio das velhas, todo plantado de laranjeiras, tamareiras, videiras e mangueiras além de alguns pés de jabuticabas, era ali que montaram o seu pequeno mundo, um paraíso para aquele casal encantador.
À noite o céu se vestia de manto azul cravejado de estrela e tendo a cor áurea da lua como apêndice valioso da natureza transformava esse cantinho num misto de sonho e felicidade perene convidando a todos os vitiantes a se reunir ao redor de uma fogueira e admirar esse espetáculo por Deus proporcionado.
Foi numa noite como esta que Jacó e Maristela conversavam com amigos na varanda de sua casa que algo de anormal aconteceu:
Maristela admirando o céu estrelado notou que duas estrelas se deslocavam rapidamente de um ponto ao outro da abóbada celeste, isto ela comentou com seus pares que desviaram sua atenção para o fato alocado e surpreendentemente notaram que as luzes cresciam espantosamente e se aproximava de onde que estavam.
Jacó e seus amigos se sentiram impotente em reagir. Aquilo sobrepunha a tudo o que imaginara, nem mesmo a coleção de ficção cientifica de Julio Verne poderia explicar o que estava acontecendo. Agora a menos de trinta metros de altura havia dois objetos redondos emitindo uma cor âmbar de dimensão enorme pairando sobre suas  cabeças.
Não sentiam medo, sentiam apenas um misto de espanto e curiosidade ante essa visão.
De dentro desse objeto uma luz de cor azulada saiu e projetou a menos de cinco metros da varanda da casa um ser de dois metros de altura olhos oblíquos, boca pequena, tez clara trajando um macacão bem o lado a corpo de cor metálica, dando ao ser, um aspecto angelical.
Paralisados, viram com certo medo o estranho ser se aproximar e estender a mão num gesto amistoso. As palavras do estranho explodiam em suas cabeças, mas a boca dele não se mexia.
Jacó num gesto de coragem e se sentindo líder dos espantado balbuciou:
-Quem é você?
Não obteve resposta, parecia que o ser os observava, e isto é um fato.
O mesmo acontecia do lado dos visitados, com a diferença que o medo invadia o âmago deste.
Sem dizer palavras, esse estranho personagem se virou e caminhou em direção á luz que Jacó definiu como uma estranha nave.
Uma porta se abriu e o estranho personagem foi engolido pela luz que alçou um raso vôo pairando em cima do grupo de amigos.
É o que lembra Jacó e Maristela,de seus vizinhos não se tem noticia e não se sabe por que só eles ficaram. Seria um aviso ? A certeza que não foi um sonho ou pesadelo foi uma cicatriz que apareceu nas panturrilhas esquerda de suas pernas e o sonhos esporádicos de estar numa terra desconhecida.
Comentou se na comunidade o desaparecimento dos sitiantes, vizinhos do casal,busca infrutíferas foram feita e nada.O caso ficou pendente por uns cinco anos até que foi arquivado pela policia local como caso insolúvel .
Maristela continuava linda, mas sua perspicácia mental aumentou sendo considerada uma mulher sábia e de visão.
Jacó não se sentia bem no seu trabalho e pediu demissão do trabalho e se dedicou a arte de pintar e seus quadros ganharam projeção nacional, pois eram pinturas surrealistas, mostrando um cenário futurístico fascinante.
Viveram assim até maio de mil novecentos e quarenta, quando em mais uma novena em louvor a Nossa senhora da Conceição , Maristela e Jacó pediram a palavra e estranhamente, agradeceram a comunidade por lhe tratarem com carinho e respeito, mas eles teriam que se mudar, para um lugar bem distante e que certamente não poderia tão cedo voltar.
Esclareceram que essa mudança de ares seria benéfica para ambos e que certamente a comunidade teria muito a ganhar com essa sua nova postura.
A simplicidade do povo ouvinte não poderia dimensionar a importância dessas palavras, todos foram até o casal se despedirem desejando lhes sorte e prosperidade onde quer que eles fossem.
Assim o casal partiu para sua residência, se preparar para tão comentada viagem.
Caminharam pela linha férrea como de costume nem bem tinham percorrido duzentos metros da igrejinha de santo Antonio, uma luz os envolveu e poucas pessoas viram quando Jacó e Maristela foram dragados pela luz e desapareceram.
No dia seguinte muitos amigos acorreram para a casa do casal, não os  encontraram. Não levaram nada, a casa estava limpa e bem cuidada, nada fora levado, o ar de paz, predominava naquele lar, havia até uma chaleira no fogão como a esperar que a dona da casa viesse usá-la. Tudo em ordem,só faltava o casal , que nunca mais apareceu.
Passaram se os anos, os familiares do casal registraram um boletim de ocorrência, a policia entrou no caso, houve repercussão nacional, mas pouca gente prestou atenção, pois o assunto latente era a declaração de guerra feita pela a Alemanha à Inglaterra.
O casal tão carismático da Roça Grande evaporou no ar, ninguém nunca mais teve noticias.
1998 - Sábado dia vinte um de março,
O velho Jonas, morador bem antigo do bairro, caminhava manquitolando pela via férrea em direção ao bairro de General Carneiro, ao passar pelo sitio nota que um casal estava na propriedade, curioso se aproxima e entabula um dialogo amistoso com a dupla.
- Boa tarde!Saúda o septuagenário
Como vai?- responde a mulher
Estão interessados em comprar esse sitio?- indagou
Não! Estamos somente matando a saudade.
Por quê? Você são herdeiros dos donos desse lugar?
- Na verdade isso já foi nosso. Suspirou a linda mulher.
Mas isso é uma longa historia. O senhor não entenderá.
Bem temos que ir... vamos amor?
Dizendo essa palavras, tirou um aparelho metálico do bolso, acionou e uma luz ofuscante os envolveu desaparecendo em seguida.
Jonas estava assustado, esqueceu que mancava e empreendeu uma desabalada carreira até o centro da Roça onde contou o que ocorrera.
Ninguém acreditou, acharam que era mais uma maluquice do velho.
Jonas jurava, mas ninguém lhe dava ouvido. Fora confessar com o padre e este lhe pediu que não ficasse falando isso, pois levaria a população achar que ele enlouquecera.
Padre Antonio, muito carismático e bonachão, para acalmar o velho amigo, pediu que o  ajudasse a organizar o salão dos milagres.
Para lá caminhou   o velho Jonas e mais algumas pessoas. Ao abrir uma caixa de velhas fotos, um susto tomou a face de Jonas:
La estava à foto do casal que ele vira no sitio. Aquela foto retratava a linda jovem que ele vira pessoalmente. O homem que estava  com a mulher era inconfundível. seu traço e porte era retratado fielmente nesta foto. Tinha certeza, não poderia ter duplicidade na imagem e no que vira.
Estava diante de um caso inexplicável.
Quem explica?