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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

O triste hábito de falar mal dos outros



“...o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem.” (Mt: 15,18)

Falar mal dos outros é um hábito infeliz, que vem se banalizando. Acontece todo o dia, a troco de nada. Hoje, com as redes sociais, cada pessoa pode se tornar alvo da maldade dos outros, exposta a alguém que posta o que quiser a seu respeito sem que ela possa se defender. Pode ser uma fotografia, um comentário ou um vídeo. E pior: pode ser mentira.

São cada vez mais aqueles que criticam o que os outros têm ou não têm, o que fizeram ou não fizeram, seus sucessos ou fracassos. Para justificar as críticas começam dizendo “gosto muito dela (ou dele), mas...”, e pouco depois fica claro que aquele de quem disseram tanto gostar, se transforma em alguém que, afinal, não suportam.

Pessoas que cultivam a maledicência possuem certas características que as tornam temidas (mas não respeitadas):

- são perigosas porque não têm escrúpulos: não se importam se o que estão dizendo é verdade ou não;

- não são leais: falam mal de qualquer pessoa, inclusive daqueles que consideram amigos;

- acham que têm sempre razão: distorcem a realidade e só veem o lado que lhes interessa;

- são sádicas: quanto mais doloroso ou humilhante for o que têm para dizer sobre o outro, mais prazer sentem ao repetir e compartilhar;

- não têm amigos: fazem alianças em prol dos seus benefícios e ganhos.

Falar mal dos outros não é um hábito que tenha a ver com a origem social. Revela falta de educação e uma grande falha de caráter. É um comportamento típico de pessoas invejosas.

Há algumas décadas a moral tinha um peso maior na educação e determinava com mais clareza os comportamentos corretos e socialmente aceitos. Uma pessoa educada não criticava ou comentava aspectos da vida dos outros. Esse comportamento, além de ser muito elegante era – e continua sendo – um comportamento do Bem.

Diz-se que o mundo vai mal e o ser humano está piorando, mas bastaria que cada um de nós cultivasse um pequeno gesto para tudo começar a mudar. As grandes mudanças sempre começam com pequenos passos. Deixar de falar mal dos outros, evitar replicar e compartilhar o que é mau é uma atitude muito simples, mas com grande impacto ao nosso redor.

Ninguém é obrigado a gostar de todo o mundo ou de todas as coisas – aliás, isso nem seria possível. Mas fazer opções de vida não significa ser grosseiro – e mau – com os outros, falando mal deles. A vida é cheia de voltas e reviravoltas e aquilo que se faz aos outros um dia retorna: é inevitável.

A grande verdade é que vemos e julgamos o mundo pelos nossos olhos, por aquilo que somos e espreita dentro de nós. Por isso, falar mal dos outros sempre revela muito mais de quem fala do que de quem está sendo falado.



sábado, 29 de junho de 2013

COM INTELIGENCIA , COM AJUDA DE VOCÊS E A GRAÇAS DE DEUS, MEIO  CAMINHO FOI PERCORRIDO.
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Origem do casamento


Casamento, uma invenção cristã

dia de Santo Antônio. o protetor dos casamentos. voce sabe a origem do casamento?

A união indissolúvel, celebrada por um sacramento, substituiu antigos costumes de poligamia, provocando grande mudança nos hábitos europeus.




Casamento de Felipe da Macedônia com Olimpia. Miniatura do séc. XV

Em 392, o cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e 1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia, Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.

Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova. Durante o Sacro Império Romano Germânico - que sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de interesses políticos e de uma poderosa evangelização.

"Amor: desejo que tudo tenta monopolizar; caridade: terna unidade; ódio: desprezo pelas vaidades deste mundo." Esse breve exercício escolar, escrito no dorso de um manuscrito do início do século XI, exprime bem o conflito entre as concepções pagã e cristã do casamento. Para os pagãos, fossem eles germânicos, eslavos ou ainda mais recentemente vikings instalados na Normandia desde 911, o amor era visto como subversivo, como destruidor da sociedade. Para os cristãos, como o bispo e escritor Jonas de Orléans, o termo caridade exprimia, com o qualificativo "conjugal", um amor privilegiado e de ternura no interior da célula conjugal. Esse otimismo aparecia em determinados decretos pontificais, por meio de termos como afeto marital (maritalis affectio) ou amor conjugal (dilectio conjugalis). Evidentemente, o ideal cristão era abrir mão dos bens deste mundo desprezando-os, o que constituía um convite ao celibato convencional.

A Europa pagã, mal batizada no ano 1000, apresentava portanto uma concepção do casamento totalmente contrária à dos cristãos. O exemplo da Normandia é ainda mais revelador, por ser muito semelhante ao da Suécia ou da Boêmia. Os vikings praticavam um casamento poligâmico, com uma esposa de primeiro escalão que tinha todos os direitos, e com esposas ou concubinas de segundo escalão, cujos filhos não tinham nenhum direito, a menos que a oficial fosse estéril, ou tivesse sido repudiada. As cerimônias de noivado organizavam a transmissão de bens, mas não havia casamento verdadeiro a não ser que tivesse havido união carnal. Na manhã da noite de núpcias, o esposo oferecia à mulher um conjunto muitas vezes bastante significativo de bens móveis. Ele era chamado de presente matinal (Morgengabe), que os juristas romanos batizaram de dote. Portanto, o papel da esposa oficial era bem importante, sobretudo se ela tivesse muitos filhos, já que o objetivo principal era a procriação.

Essas uniões eram essencialmente políticas e sociais, decididas pelos pais. Tratava-se de constituir unidades familiares amplas, no interior das quais reinasse a paz. Por isso, as concubinas de segundo escalão eram chamadas de Friedlehen ou Frilla, ou seja, "cauções de paz". Na verdade, elas vinham de famílias hostis de longa data. A partir do momento em que o sangue de ambas as famílias se misturava, a guerra já não era mais possível. Assim, as mães escolhiam as esposas dos filhos, ou os maridos, das filhas, sempre nos mesmos grupos clássicos, a fim de salvaguardar essa paz. Se uma esposa morresse, o viúvo se casaria com a irmã dela. Dessa forma, pouco a pouco as grandes famílias tornavam-se cada vez mais chegadas por laços de sangue (consangüinidade), pela aliança (afinidade) e, finalmente, completamente incestuosas. Acrescentemos a esse quadro as ligações entre os homens, a adoção pelas armas, o juramento de fidelidade e outras ligações feudais que triunfaram no século X como um verdadeiro "parentesco suplementar", segundo a expressão de Marc Bloch, e teremos a prova de que esses casamentos pagãos não deixavam nenhum espaço livre para o sentimento.

Amor subversivo

Assim, quando o amor se manifestava, ele só podia ser adúltero, ou assumir a forma de um estupro, maneira de tornar o casamento irreversível, ou de um rapto mais ou menos combinado entre o raptor e a "raptada", a fim de ludibriar a vontade dos pais. Nesses casos o amor era efetivamente subversivo, uma vez que destruía a ordem estabelecida. Ele se tornava sinônimo de morte e de ruína política, como prova o
romance, de fundo histórico verdadeiro, Tristão e Isolda, transmitido oralmente pelo mundo europeu de então - celta, franco e germânico. Tristão, sobrinho do rei e seu vassalo, cometeu ao mesmo tempo incesto, adultério e traição para com o rei Marco, o marido de Isolda. Aliás, ele mesmo diz, após seu primeiro encontro: "Que venha a morte". Nas sociedades antigas, obcecadas pela sobrevida, a vontade de potência, de poder, era mais importante do que a vontade de prazer, pois aquelas tribos de imensas famílias não conheciam nenhuma limitação administrativa ou externa.
Esse quadro deve ter sido abrandado pelo fato de eles terem estado em contato com países cristãos, ou povos de regiões mergulhadas no cristianismo, como por exemplo os normandos batizados do século X. Em decorrência, duas estruturas coexistiam, mais ou menos confundidas. Por volta do ano 1000, o bispo da Islândia teve muita dificuldade para separar um chefe de tribo, já casado, de sua concubina, especialmente porque ela era sua própria irmã - fato que sustentava a opinião de que seu irmão, o bispo, não passava de um tirano. Nos séculos X e XI, os duques da Normandia tinham dois tipos de união, regularmente: uma esposa oficial, franca e batizada, e uma ou várias concubinas.

Guilherme, o Conquistador, que tomou a Inglaterra em 1066, tinha o codinome de bastardo, por ter nascido de uma união desse tipo. À entrada de Falésia, seu pai, Roberto, o Demônio, teve a atenção chamada por uma jovem que, no lavadouro da cidade, calcava a roupa com os pés, nua como suas companheiras de tarefa, para melhor sovar a roupa. Naquela mesma noite, com a autorização de seu pai, Arlette, a jovem, se viu no quarto do duque, usando uma camisola aberta na frente, "a fim de que", nos diz o monge Wace, que contou a história, "aquilo que varre o chão não possa estar à altura do rosto de seu príncipe". Esses amores "à dinamarquesa" demonstram que as mulheres eram livres, com a condição de aceitar uma posição secundária.

Essa duplicidade de situação num mundo ocidental oficialmente cristão, mas ainda pagão, complicou-se quando as mulheres conquistaram poder, algo facilitado pela matrilinearidade das origens germânicas. Algumas incentivavam os maridos a se proclamarem reis, por serem elas de origem imperial carolíngia. Castelãs, senhoras de grandes propriedades, ou mulheres de alta nobreza, elas utilizavam o casamento como trampolim para sua ambição. Em Roma, Marozia (ou Mariuccia) foi mãe do papa João XI, filho de sua ligação com o também papa Sérgio III. Viúva do primeiro marido, Guido da Toscana, meio-irmão do rei da Itália,
Hugo, ela convidou este a se casar com ela. Mas Alberico II, seu filho do primeiro casamento, expulsou do castelo de Santo Ângelo onde foram celebradas as núpcias, aquele intruso manipulado por sua mãe.

Punição para a libido

Aos olhos de inúmeros escritores eclesiásticos, como o bispo Ratherius de Verona, a libido feminina era perigosa e devia ser reprimida severamente. O fato de que velhos países como a Espanha, a Itália e o reino dos Francos, embora cristãos havia já cinco séculos, não tivessem ainda integrado a doutrina do casamento - a ponto, por exemplo, de o rei Hugo ter tido duas esposas oficiais e três concubinas - prova o quanto essa doutrina estava na contramão de seu tempo. E contudo ela fora claramente afirmada e repetida desde que Ambrósio declarara em 390 que "o consentimento faz as bodas". A isso, o Concílio de Ver acrescentara, em 755: "Que todas as bodas sejam públicas" e "Uma única lei para os homens e mulheres".

Reclamar a liberdade do consentimento dos esposos e a condição de igualdade do homem e da mulher era utópico, sobretudo numa sociedade romana patriarcal. Todavia, progressos importantes ocorreram no século X, graças à repetição da apologia do casamento, símbolo da união indissolúvel entre Cristo e a Igreja. Após a atitude irredutível do arcebispo Hincmar e do papa Nicolau I, o divórcio de Lotário II por repúdio a sua esposa Teutberga - devido a sua esterilidade - tornou-se impossível após 869, ano de sua morte. Incompreensível para os contemporâneos, o casamento não se baseava somente na procriação. A aliança era mais importante do que um filho. Mais do que ninguém, longe dos discursos sobre a superioridade da virgindade, Hincmar havia demonstrado que um consentimento livre sem união carnal consecutiva não era um casamento. Ele prefigurava assim a noção de nulidade instituída pelo decreto de Graciano, em 1145. Em decorrência, os rituais, como escreveu Burchard de Worms por volta do ano 1000, traduziam no nível da disciplina do casamento a doutrina otimista dos moralistas carolíngios.

A união carnal, conseqüência do consentimento entre um homem e uma mulher (e não várias), é o espaço de santificação dos esposos. O ideal de monogamia, de fidelidade e de indissolubilidade tornou-se tanto mais possível porque no final do século X desapareceu a escravidão de tipo antigo, nos países mediterrâneos. Um novo espaço se abria para o casamento cristão, graças ao surgimento do concubinato com as escravas, que não tinham nenhuma liberdade. Essa foi também a época em que as determinações dos concílios tornaram obrigatória a validade do casamento dos não libertos.

Mas um outro combate chegava a seu ponto culminante no ano 1000: a proibição do incesto. Iniciada a partir do século VI e quase bem-sucedida na Itália, na Espanha e na França, essa interdição enfrentou contudo forte oposição na Germânia, na Boêmia e na Polônia. Proibidos em princípio até o quarto grau entre primos irmãos, os casamentos de consangüinidade e de afinidade foram punidos, e os culpados separados. Mais tarde, a partir de Gregório II (715-735), a proibição foi estendida ao sétimo grau (sobrinhos à moda da Bretanha), assim como aos parentes espirituais (padrinho e madrinha): não haveria mais aliança a não ser com estranhos, com quem fosse outro (Deus ou o próximo de sexo diferente), mas de modo algum com aquele ou aquela com quem já existisse um tipo de ligação.

As conseqüências sociais de tal doutrina foram incalculáveis. Ela obrigou cada um a procurar um cônjuge longe de sua aldeia e de seu castelo. Acabou por destruir as grandes famílias, de dezenas de pessoas, que viviam sob o mesmo teto, e por favorecer a formação de um grupo nuclear, do tipo conjugal. Ela suprimiu, assim, as sucessões matrilineares e a escolha dos esposos pelas mulheres. A exogamia tornou-se obrigatória. A Europa se abriria para o exterior.

Elogio da virgindade

Na Alemanha, desde os concílios de Mogúncia, em 813, e de Worms, em 868, os casos de casamentos incestuosos mantidos pela obstinação das mulheres eram numerosos. Na Boêmia, o segundo bispo de Praga, Adalberto, grande amigo do imperador Oto III, havia conseguido, em 992, um edito público que o autorizava a julgar e separar os casais incestuosos. Foi um insucesso tão retumbante que ele se desgostou para sempre de sua tarefa episcopal. Preferiu ir evangelizar os prussianos, que o martirizaram em 23 de abril de 997.

A dinastia dos Oto, que havia restaurado o império em 962 na Alemanha e na Itália, nem por isso deixou de apoiar a Igreja em sua empresa de transformação e cristianização. E suas esposas deram o exemplo, já que Edite (946), Matilde (968) e Adelaide (999) foram consideradas santas. Os clérigos que relataram suas vidas, em particular a de Matilde, insistem não na viuvez ou nos atos de fundação de mosteiros, mas sim no papel de esposa e mãe. Sua santidade provinha essencialmente do casamento e do papel de conselheira, junto a seu imperial esposo. A leitura dos ofícios de passagens da vida de santa Matilde não teve uma influência desprezível sobre as audiências populares.

Se a Alemanha foi então uma frente pioneira na cristianização do casamento, não foi bem esse o caso do reino dos francos. Ema, esposa traída do duque da Aquitânia, Guilherme V, vingou-se de sua rival mandando que ela fosse violada por toda sua guarda pessoal. Berta, filha do rei da Borgonha, mal tendo enviuvado, pousou seu olhar sobre o jovem Roberto, filho de Hugo Capeto, para fazer um casamento hipergâmico.

Esse exemplo é revelador. A legislação da Igreja acerca do casamento cristão ia de encontro à mentalidade da época. E no entanto o amor conjugal de caridade (dilectio caritatis) começava a sobressair ao amor de posse (libido dominandi). Por volta do ano 1000, a expansão urbana e o início do desbravamento e da cultura dos campos permitiram que a família nuclear monogâmica se multiplicasse. As células rurais foram destruídas pela necessidade de ir buscar um cônjuge mais longe. Somente a nobreza e as famílias reinantes mais antigas resistiram, fechadas em suas relações feudais, ao contrário dos recém-chegados ao poder, os Oto, que acolheram e adotaram a doutrina cristã como uma liberação e se lançaram com ousadia na direção do leste, para além do rio Elba, a nova fronteira da expansão européia.

Dessa forma, da concepção do amor como subversivo e criador de morte passamos à de um amor construtivo, promotor de vida. O desejo foi integrado no casamento com a união carnal, espaço de gozo mútuo. A procriação tornou-se um bem do casamento, entre outros. A poligamia desapareceu. A publicidade do casamento se instalou. As proibições de incesto permitiram que se descobrisse a necessidade de alteridade e a afirmação da diferença sexual como força de construção. Esse momento de otimismo e de vitória sobre o amor de morte pagão, à moda de Tristão, explica o elã prodigioso da Europa no início do ano 1000. Mas ele não iria além do final do século XI. Também por volta do ano 1000, as diatribes de São Pedro Damião e Ratherius de Verona contra o casamento dos padres anunciavam um outro combate que terminaria na reforma gregoriana e no triunfo do celibato convencional.

Em conseqüência, o elogio da virgindade passou a ser mais e mais preponderante, a ponto de fazer triunfar uma visão pessimista do casamento. Tanto isso é verdade que a história do casamento cristão é feita de alternâncias entre sucessos e crises.

fonte:http://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/casamento.htm Curiosidades

terça-feira, 11 de junho de 2013

Juro que vi



Não dormi.
Nem se cogita a ideia de eu estar embriagado, pois sou abstêmio, então o que foi o que vivi?
Essa pergunta retumbava no cérebro de Oscar.
Sentado á beira da cama, tendo ao teu lado sua fiel companheira, tentava entender o que havia ocorrido. Deitara ás vinte e três horas e mal caíra no sono (?), aconteceu. Na penumbra viu aquilo que parecia sair de um filme de suspense, três vultos caminhavam pelo quarto e pararam perto de sua cama. Seus ossos congelaram, suas pupilas dilataram a procura de melhor foco do que estava ocorrendo e de repente, tudo se iluminou. Não estava mais em seu quarto, mas num lugar estranho e bonito. Deitado em uma espécie de maca, via o zimbório celeste, através de uma janela enorme e transparente e o que mais lhe chamou a atenção é que as estrelas passavam velozmente pela janela, dando a impressão que estava se locomovendo em altíssima velocidade.
Sobressaltou quando um ser se aproximou e passou a observá-lo. Era um humanoide de pelo menos dois metros e meio de altura tez clara, não branca, mas um claro mais oriental, lembrando o povo mongol, olhos oblíquos, testa larga e uma boca muito pequena destoando diametralmente da circunferência facial desse gigante. Suas mãos, finas e grandes destacam a peculiaridade de ter uma membrana unindo os seus dedos como um pé de pato, dedos grandes e finos e um belo anel de pedra azul cintilavam entre as falanges. Enquanto Oscar aterrorizado observava, ele era observado. Algo expectante se tornou evidente, se sentia vitima de um sequestro e temendo a morte suplicou:
- Em nome de Jesus poupe a minha vida.
Sem se mover os lábios o estranho lhe falou. Era uma voz sintética e metálica que ecoou dentro de sua cabeça: - Acalme se. O Deus que você acredita é o mesmo que nos guia.
Essas palavras foram como um sedativo. Relaxando, adormeceu e agora acordado sentado ao lado de sua mulher, tentava concatenar as razões por algo impossível de acreditar. Sua esposa Marialva, compreensiva o acalmou e ambos se deitaram.
Abraçadinho debaixo do edredom sentiu algo a lhe espetar.

Qual foi a sua surpresa ao ter em suas mãos o estranho anel.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Que magia é essa?






De olhar as montanhas

E sentir a magia que flui o espaço de Deus...

Que magia é essa?

De andar quilômetros

E pedir ao Santo português um milagre de cura

De casamento , de paz.

A magia de uma gente humilde

Que planta a raça,

Que planta a humildade,

A paz, a guerra.

Magia nascida lá da África,

Dos quilombos, dos garimpos...

Magia da dominação portuguesa

Mesclada com a italiana e a britânica.

Tudo sintetizado no arraial de Santo Antonio da Roça Grande.

Terra de Santo Antonio , Maria Radespield Benfica, da alegria de Castro Brandão,

Da genialidade de Chico plácido, do conservadorismo de padre Luiz

Da delicadeza de padre Antonio de Moura Lima;

Da hombridade sem macula de Arlindo Fernandes

E até na alegria de viver de Jovelino.

O encantamento de viver no interior, perto da capital,

Da gente simples, solidaria, típica do interior;

A agia de acreditar em Deus,

Olhar em cada criança, que nasce no bairro

A esperança de ver o orgulho resplandecer no coração

De cada um dos habitantes, embalado na utopia de Valdemar Arcanjo

Que ama e acredita na Roça grande

Que plantou o alimento de sobrevivência

E plantará, doravante , o alimento da cultura

E de Progresso.






Jeanny Dixon

Jeanny Dixon é estudante de comunicação social

filha do escritor "Valdemar Arcanjo"





O CORTE DO ALEMÃO



Final da década de 50, principio da subsequente época produtiva do Brasil.

Como o final da terrível segunda Guerra Mundial, o Brasil recebe imigrantes de todo o mundo, principalmente italianos, alemães e japoneses.

Muitos desses imigrantes jogaram toda a sua sorte nesta aventura e acredito que o moral e a baixa-estima em voga, causados pela derrota dos países do Eixo na guerra, era um fator que teria que ser suplantado.

E parece que essa não foi à meta de um estranho senhor que desembarcou na estação de Roça grande.

Quem presenciou a chegada a chegada deste inusitado visitante, notou seu semblante, triste, capunchito, derrotado ao entrar na igrejinha de Santo Antonio, vagar pelo cemitério local, sentar ao lado de fora do bar do Odilon e caminhar pela linha férrea.

Foi vagando, e para os simples moradores locais, aquele homem branco feito à neve de olhos azuis era uma tremenda novidade numa segunda- feira.

Eram dez horas da manhã e o subúrbio que passava no bairro já apitava ao longe.

O estranho homem sentou-se na beira da linha férrea no local onde havia duas altas paineiras e a portaria do Hospital Cristiano Machado.

Trabalhadores do então Sanatório para Hansenianos horrorizados viram quando aquele homem, vendo o trem das dez se aproximava, deitou de bruços e, num ato insano, colocou a cabeça nos trilhos e o pesado veículo ferroviário decepou a sua cabeça germânica.

O motivo para essa loucura ninguém soube e nunca saberá; comenta-se que a Guerra derrota da Alemanha de Hitler não fora digerida por esse homem, que achou resistência no mercado de trabalho e negócios, como todo povo alemão.

O lugar ficou conhecido como “corte do Alemão”