bem vindo

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012




1974.
Sete de setembro de 1974. Mais uma comemoração  da independência do Brasil.
A expectativa dentro de mim era enorme . Pela primeira vez iria vestir a linda camisa do SENAI –Centro de formação Profissional Michel Michels , não porque o curso me entusiasmava, mas era lindo ver o colégio desfilando pelas ruas d e Sabará . Todo de branquinho ,tendo á frente o ex-aluno Clayton com sua lambreta . A maioria dos alunos , geralmente altos , carreando as bandeiras de todos os estado da federação e das indústrias e instituição associados.
O professor Pedro Paulo Pereira sempre foi o mais entusiasmado á frente dos alunos dava seu show particular mas outros como George, Eli, Alda Hamachek, Ana Maria ,Nereu, Aloiso, Urias (um padre espanhol que dava aula de matemática) funcionário e outros simpatizante davam o tom de organização e dedicação e amor a essa instituição .
Nos ensaios deste ano um aluno de destacou no seu jeito elegante de marchar.
Tanto que foi escolhido para ser o primeiro do pelotão de aluno a desfilar. Parecia que se sentia orgulhoso de usar aquele uniforme, de fazer parte daquela escola.
Seu nome Eduardo. Eduardo traduzia garbosamente o sentimento de orgulho e felicidade que muito de nós sentíamos naquele momento.
Comentávamos que quando fosse à hora de nos alistarmos nas forças armadas da republica, certamente ele iria servir e com certeza seria mias um defensor da pátria.
E isso em parte aconteceu. Eduardo se alistou nas forças armadas, fora servir e quando voltou se inscreveu na policia militar do estado de Minas Gerais.
Não vi mais o Dudu como o chamava carinhosamente,
Crescemos criamos famílias e esporádicamente um colega se encontrava com o outro, No meu lado o que sobreviveu deste convívio escolar, foi à amizade profunda com Élson Benfica, mesmo assim por morar no mesmo bairro. O resto da turma se dissipou no mundo de meu Deus.
Eduardo foi morar em Governador Valadares e um dia eu o encontrei. Estava de volta a Sabará.
Não era aquele menino que se enxergava no fundo dos seus olhos o brilho e o encantamento de quem via o mundo colorido e cheio de expectativa. O Dudu que estava á minha frente, era um homem amargurado, triste desconfiado.
Zangou se comigo quando o chamei pelo codinome, disse pausadamente: Meu nome é E-du-ar-do Não se lembra?
Lembrar me lembrava, vi que o clima de amizade estava se extinguindo e tentei remediar a situação.
Pois bem amigo Eduardo. Como está vendo a vida?
- A vida é uma merda Não se pode confiar em ninguém. Nosso governo é feito de pessoas que só olha para o seu próprio umbigo. Arrependi de dar trinta anos de minha vida a essa turma de irresponsáveis e parasitas. Reclamou meu colega.
Uma coisa percebi em Dudu (Opa! Senhor Eduardo), seu gesto eloquente e exagerado continuavam o mesmo.
-     Olha não fique assim. – Contornei.
-     A coisa vai mudar!- argumentei.
-     Tenha fé em Deus! . –Disparei.
Você acredita nessa basbaquice de Deus ainda? Você não percebe se Deus existisse, essa coisa neste mundo não estaria assim.
Não estava acreditando no que ouvia. Dudu, aquele rapazinho, que aos 14 anos se dizia devoto do coração de Jesus, a ponto de não perder uma missa sequer, dizer essa heresia?
O ressentimento com a vida era profundo demais.
Sabe Valdemar, continuou , esse Deus que eu acreditei , é um engodo.
O deus que eu acredito esta dentro de mim, tudo posso . Se consigo a coisa na vida, cada conquista que alcanço, só devo creditar a mim e mais ninguém.
Estava branco de espanto. Imagine eu um criolão branco de espanto... poderia me chamar naquele momento de loirinho que pegaria bem !
Via e ouvia e não acreditava. Mas não retruquei o argumento do senhor Eduardo. Não era mais o meu amigo. Um longo vale se abriu em nossa convivência. Não queria Ter como amigo alguém que ia de encontro com meus princípios e fé. Seria até nocivo ao ambiente que eu vivia.
Respeitei seus argumentos, conversamos sobre algumas variedades de assunto e nos despedimos.
Constantemente via Eduardo. Agora já sargento reformado e morando no bairro do Campo Santo Antônio, em Sabará.
Obrigatoriamente a gente tinha que parar e conversar. Percebi que ele se sentia bem com a minha companhia e na minha ingenuidade tentei o fazer ver que ele estava errado em sua convicção de que Deus não existia.
Os argumentos chulos dele me irritavam e eu mudava de assunto.
Expunha para ele meu projeto de escrever livros, de fazer minha pequena empresa crescer, meus filhos, minha vida, as desventuras e aventuras românticas. Tudo isso conversamos e nos despedíamos com a esperança de que nos encontraríamos brevemente.
Observei que ao se tornar ateu, Eduardo, levava isso ao extremo.
Sentia na sua fala, um grande rancor ao todo poderoso e com isso tentei não tocar em assunto dogmático com ele, mas sempre e sem querer eu soltava um “se Deus quiser, em nome de Jesus ou vai com Deus” no inicio ele achava ruim, mas amiúde ele foi aceitando essa minha mania e eu pro outro lado aceitava o meu amigo do jeito que era.
Lancei o meu primeiro livro, vi que ele me incentivou, me parabenizou e ainda conseguiu votar em mim para vereador da cidade de Sabará.
E me falava com uma certeza latente que dos oitenta e quatro votos que eu tivera na eleição de 2004 dois votos eram dele e de sua adorada mãe.
Tinha certeza agora que Eduardo estava reconciliando com a vida. Nunca perguntei o que acontecera em Governador Valadares que o deixara assim tão amargo com a vida e com o criador, só sei que aos pouco fui pescando de sua boca fatos que me fizeram ver o quadro de convivência sócio profissional lá no leste do estado.
O tempo foi passando e Eduardo começou a trabalhar com supervisor de segurança numa empresa de médio porte na capital das gerais.
Com isso foi escasseando nosso contato.
Encontrei com ele depois de três meses do nosso ultimo contato. E notei que o seu olhar era mais triste e amargurado que antes. Contou-me o que acontecerá. Sua mãe partira para o outro lado. Ele não se conformara. Tentei consola-lo dizendo-lhe que Deus sabia o que estava fazendo.
Meu Deus! Por que fui falar isso?
 Ele desfiou um tanto de blasfêmia que não tenho coragem para descrever.
Pedi em pensamento que Deus o perdoasse.
Ele chorou. Chorou como uma criança.
Dizendo que sua mãe não merecia um fim como aquele.
Como você argumentaria algo para uma pessoa que não acreditava em nada?
Fiquei calado ouvindo. Se falasse algo. Poderia ofendê-lo.
Despedi analisando cada palavra que emitia para não ofende-lo ou aumentar sua ira com o nosso Deus.
Cheguei em casa arrasado e me perguntava como pode uma pessoa não acreditar em Deus, se Deus é vida?
A resposta não tardou a vir.
Eduardo entrou em depressão, faltou de serviço durante uma semana. Não atendia telefone, não saia de casa, não era visto em nenhuma circunstancia.
Seus parentes preocupados resolveram ir a sua residência, chamaram como ninguém atendeu á porta foi preciso arrombá-la e o que foi visto na sala de estar deixou todos perplexos.
Eduardo esta dependurado no lustre do teto de sua sala, enforcado.
A perda de sua mãe, quem realmente ele acreditava e amava, fora demais para ele. Perderá toda a referencia neste mundo e resolveu seguir os caminho trilhado por sua genitora.
Só peço a Deus, em quem acredito e confio que como ele perdoou quem crucificou o seu filho unigênito. Que perdoe esse seu filho rebelde.

Amem


continua......


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sabarense ilustres III







Cristiano Machado








Cristiano Monteiro Machado nasceu em Sabará (MG), no da 5 de novembro de 1893, filho de Virgílio Machado e de Marieta Monteiro Machado.


Bacharel pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro em 1918, de volta a Minas Gerais foi oficial-de-gabinete do presidente do estado, Raul Soares, entre 1922 e 1924. Nesse último ano, assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Prefeito de Belo Horizonte entre 1926 e 1929, em março de 1930 elegeu-se deputado federal. Renunciou ao mandato em setembro para ocupar a Secretaria do Interior do governo estadual de Olegário Maciel. Partidário da Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder em novembro desse ano, nesse mesmo mês deixou a pasta do Interior.


Em maio de 1933, conquistou uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte e em outubro de 1934 foi eleito deputado federal. Renunciou ao mandato em 1936, para ocupar, em setembro, a Secretaria de Educação e Saúde Pública de Minas Gerais, no governo de Benedito Valadares. Deixou o cargo no início de novembro de 1945, em decorrência da deposição de Getúlio Vargas (29/10/1945) pelos chefes militares e do conseqüente término do governo Valadares. Ainda em 1945, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda foi eleito deputado à Constituinte de 1946.


Em 15 de maio de 1950, foi lançado candidato à presidência da República pelo PSD nas eleições que se realizariam em outubro. Dois dias depois, o conselho nacional do partido ratificou oficialmente essa decisão, que entretanto ainda dependia de confirmação na convenção nacional.A ala getulista do PSD do Rio Grande do Sul (favorável à indicação de Nereu Ramos) recusou-se a aceitar a candidatura de Cristiano Machado.


Ainda em maio, membros do Partido Social Progressista (PSP), de Ademar de Barros, comunicaram que não apoiariam Cristiano, já que a candidatura de Getúlio Vargas, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), apoiada por Ademar, seria lançada em 17 de junho. Embora o PSD ficasse dividido, o nome de Cristiano Machado foi aclamado no dia 9 de junho, na convenção nacional do partido. Em julho, a maioria do Partido Republicano (PR) manifestou-se favorável ao candidato oficial do PSD, indicando o seu afiliado Altino Arantes para a vice-presidência. Cristiano fez ainda uma aliança com Hugo Borghi, candidato ao governo de São Paulo pelo Partido Trabalhista Nacional.


Nas eleições de 3 de outubro de 1950, a chapa Cristiano Machado-Altino Arantes (PSD-PR) concorreu com as de Eduardo Gomes-Odilon Braga (União Democrática Nacional) e Getúlio Vargas- João Café Filho (PTB-PSP), entre as mais importantes. Vargas saiu amplamente vitorioso, contando, inclusive, com votos de vários redutos do PSD. A transferência dos votos de Cristiano para Vargas caracterizou um processo de esvaziamento eleitoral que ficou conhecido no jargão político como "cristianização". A chapa udenista ficou em segundo lugar.


Em 1953, foi nomeado embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Tendo assumido o cargo em outubro, faleceu pouco depois, em Roma, no dia 26 de dezembro de 1953.


Foi casado com Celina Magalhães Gomes. Viúvo, casou-se pela segunda vez com Hilda von Sperling.


Seu arquivo pessoal encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas.










[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]




Cronologia dos Fatos envolvendo Roça grande



Cronologia dos Fatos envolvendo Roça grande

-1675 -O capitão Matias deAlbuquerque ás margens do Rio das velhas planta uma Roça grande.


-é criada a igrejinha do Arraial de Santo Antonio do Bom Retiro da Roça grande


1681- o fidalgo Dom Rodrigo de Castel Blanco é asassinato por Borba Gato porque não concordava passar á coroa portugesa sua descoberta nas terra de sabarábuçu,e ficou foragido durante 18 anos.

1702- o governador Arthur de Sá e Menezes então autoridade maxima no Brasil , nos meses de Maio, jumho e julho assinou importantes atos , tranferindo o poder central para Roça grande. Portanto , neste periodo  Roça Grande foi a capital do Brasil
.
1711- Sabará é elevada a categoria de Vila Real de Nossa Senhora da conceição do Sabarabuçu


1724- Roça grande é elevada á categoria de colativa (distrito de Sabará)


1888 -  É proclamada a abolição da escravatura no Brasil


1898 -Ex escravos abandonam a mineração em Nova Lima   e invade  Roça grande entre eles dois filhos de escravos :os meninos Pedro de Alcantâra e José Hilario, cuja prole vão expandir e impor o metódo negro de administração de terras


1905 nasceu em Roça grande distrito de Sabará/MG em 07/05/1905 Castro Barbosa (Joaquim Silvério de Castro Barbosa), cantor e humorista. e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 20/04/1975
-
1917 inicio da  primeira guerra mundial



1930 — Revolução comandada por Getúlio Vargas depõe o presidente da República e com esse resultado termina o período a que se convencionou chamar de Primeira República. Assume a chefia do Governo Provisório, o Sr. Getúlio Vargas.


1942 — O Brasil entra na Segunda Guerra Mundial contra os países do "Eixo".

1956 — Juscelino Kubitschek de Oliveira é guindado a presidência da República. Inicia-se a indústria automobilística brasileira

1957 - Nasce o escritor Valdemar Arcanjo “ autor do livro “ A Roça conta um conto “, atleta , foi o primeiro Sabarense a correr a Corrida de São Silvestre em  São Paulo  e em 1980 e  a Maratona Atlantica- Boa Vista no Rio de Janeiro

1958  Nasce a escritora de livros pedagógicos  

Maria( Benfica) Radespiel, de métodos inovadores tem seu trabalho já divulgado até no exterior.

Por indicação do Deputado Federal Antônio Roberto, a pedagoga Maria Radespiel recebeu o PrêmioDarcy Ribeiro, concedido pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Maria Radespiel é fundadora do Colégio e Editora Iemar e é autora de livros pedagógicos populares em escolas da educação infantil, em todo o país.
1958    nasce Luiz José gonçalves maior atleta no atletismo sabarense,  recordista , mineiro e brasileiro nos 1500 metros raso ,campeão diversas vezes de corrida de rua e cross country pelo Brasil e America do Sul 4º lugar nos jogos Pàn americano em Cuba  recordista mundial dos 1500 metros rasos na categoria acima dos 40 anos
1972 – é inaugurada depois de seculos atravesando em  frageis balsas a tão sonhada ponte sobre o Rio das  Velhas. Ponte essa que ligava o bairro á capital mineira e o centro de Sabara
1974 – è Criado o Primeiro de Maio Esporte Clube
1997 – sob chuva intensa a ponte sob o Rio das velhas é destruida isolando o bairro do resto do estado.
1998 – A ponte é restituita ao moradores, graças a ação do prefeito Wander Borges e o governador Eduardo Azeredo.
2004 – Valdemar Arcanjo lança o livro “A roça conta um conto”

Será que nesses oito anos a Roça grande parou no tempo? Quem souber de algo que eleve nossa cultura , me comunique que terei prazer em publica-lo.


As Mulheres Têm Sempre Razão





As mulheres têm sempre razão:


Se você coloca sua mulher num pedestal e tenta protegê-la do
resto do mundo, você é um porco chauvinista.
Se você fica em casa e faz todo o trabalho doméstico, você é um maricas.
Se você trabalha demais, nunca tem tempo para ela.
Se você trabalha pouco, você é um vagabundo que não presta para nada.
Se ela tem um trabalho chato e mal-pago, é exploração.
Se você tem um trabalho chato e mal-pago, você tem que mexer o traseiro e encontrar alguma coisa melhor.
Se você recebe uma promoção antes dela, é favorecimento.
Se ela consegue uma promoção antes de você, são oportunidades iguais.
Se você diz como ela está bonita, é assédio sexual.
Se fica quieto, é indiferença masculina.
Se você chora, é boiola.
Se não chora, é um insensível.
Se você bate nela, é violência contra a mulher.
Se ela bate em você, é auto-defesa.
Se você toma uma decisão sem consultá-la, você é um machista.
Se ela toma uma decisão sem consultar você, ela é uma mulher moderna.
Se você pede para ela fazer alguma coisa que ela não gosta,
é dominação.
Se ela pede para você fazer alguma coisa que não gosta, é um favor.
Se você adora as formas de um corpo feminino e suas roupas íntimas, você é um pervertido.
Se não gosta, é bicha.
Se você gosta que uma mulher depile suas pernas e mantenha-se em forma, você é sexista.
Se não gosta, você não é romântico.
Se você tenta se manter em forma, você é vaidoso.
Se não, é um preguiçoso.
Se você compra flores para ela, você quer alguma coisa.
Se não compra, você não é criativo.
Se você se orgulha de suas conquistas, é um metido.
Se não, você não é ambicioso.
Se ela tem uma dor-de-cabeça, ela está cansada.
Se você tem, você não a ama mais.
Se você quer sempre, você só pensa em sexo.
Se quer pouco, deve ter outra.










Fonte http://piadasengracadas.net/categoria/pernas/

POLÍTICA, CÉU OU INFERNO













Um cidadão partiu para a outra vida. São Pedro, muito solícito e democrático, mandou que escolhesse sua moradia definitiva no céu ou no inferno, dando-lhe porém a chance de passar primeiro um dia no céu e outro dia no inferno, antes da escolha final.




LEVOU-O para o céu. Apresentou-lhe Jesus que logo o conduziu ao Pai Eterno. Encontrou também ali Maria Santíssima, os Apóstolos, uma multidão de santos e de anjos. O ambiente revelou-se de extrema cordialidade, paz e harmonia. Sentiu-se acolhido por todos.




O DIA PASSOU muito depressa. Mas tinha que ir também ao inferno. Ali encontrou um belo jardim, com água límpida caindo de uma cascata, uma mansão de fazer inveja a qualquer um. O diabo o recebeu com um caloroso abraço. Foram-lhe servidas cinco refeições durante o dia. Houve diversões as mais variadas, onde a liberdade total era a tônica. Estava proibido proibir.




PASSADO o dia, São Pedro o chamou para a decisão. Ao que o cidadão respondeu: O céu é bonito e agradável, mas, pensando bem, sinto-me mais à vontade no inferno. É mais divertido e ali tenho mais prazeres.




REMITIDO para lá, qual não foi sua surpresa, ao ser recebido pelo mesmo diabo, num ambiente sujo, mal cheiroso, com os companheiros passando miséria e fome, brigando entre si; esgoto ao céu aberto, sem água nem luz, sem segurança, sem higiene e sem saúde.




RECLAMOU do diabo: - Ontem era outra coisa! Uma beleza! E hoje esta miséria? Ao que o diabo respondeu: é verdade! Ontem estávamos em Campanha Eleitoral! O discurso do palanque é diferente do discurso do governo. Conseguimos teu voto! Hoje participas da realidade que escolheste. Sê bem-vindo aqui no inferno!









MUITAS pessoas se deixam enganar pelas promessas eleitorais, pela propaganda e pela publicidade! A política porém é coisa séria e o voto tem poder de decisão. Deve ser dado com responsabilidade e consciência, para não se arrepender depois. A anedota vale para a Campanha Eleitoral. Por onde optamos?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O dia em que a Roça Parou





Parecia pesadelo. A chuva caia torrencialmente. O Rio das Velhas a cada minuto subia seu nível d’agua . Apreensivos os moradores vigiavam o  rio . Outros tratavam logo de se abrigar ou se comunicar com parentes e amigos moradores de região ribeirinha para saber em que pé estavam a sua segurança.
Dezoito horas a defesa cível dá o alerta : A represa da Cemig em Rio Acima pode ser  aberta e com isso não é aconselhável ficar em travessias ou margem do rio .
Um caminhão do super mercado Vitorino se  arrisca a atravessar a ponte .
Vinte e duas horas. Asa autoridade horas antes havia proibido a travessia da ponte sobre o rio das Velhas e um estrondo e la se foi a nossa ponte.
O terror das águas era tanto que não atinamos para a gravidade do fato.
Grupo de moradores se organizou e saia ás rua a procura de flagelados . A escola municipal foi usado como refugio de moradores da área ribeirinha.
Desolação e sofrimento.
Como cumprir compromissos se a ponte e a estrada estavam destruídas.
Nem rezar o povo podia  pois a Avenida Henrique de  Melo estava cheia de águas barrentas , a igreja  católica com agua em toda a sua extensão , o padre Jorge preso em sua própria residência ,sendo resgatado pela valorosa corporação de Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de Minas Gerais .
Dizem que cão e gato não se coadunam, mas o que se viu em Roça Grande , é algo que deve ficar gravado nos anais da historia do mundo .
Inimigos declarados se deram a mão e mutuamente se ajudaram.
Pessoas que por livre e espontânea vontade optaram pelo ostracismo, abriram suas residências e prestaram sua solidariedade áquele que no momento sofriam a intempérie do tempo.
A falta de luz e água  levou a Roça Grande aos primórdios dos tempos de 1920.
Rogério Rodrigues (Nô Galbas), Antonio Cardoso (Tuica), Maria Cândido (dona preta), Maria dos Santos, supriram os moradores com agua potável.
Vilmar Pereira, Jose Heleno Inácio e o então vereador Luiz Nestor Moreira , cuidaram da travessia sobre o Rio das Velhas , para aqueles que tinham que trabalhar nos dias posteriores.
Imprensa, autoridade locais, um prefeito recém eleito o povo. O que fazer?
Sabará praticamente isolada.
Começava ai uma saga de lutas e reinvidicações que culminaram com a inauguração oito  meses  depois da nova travessia de Roça Grande .
Moradores obrigados a faltarem  de serviço por mais de uma semana, água potável faltando , a insegurança latente , impedia ações de sobrevivência. As associações tentavam se organizar e lutar.
Estávamos impotentes ante a esse fato inusitado. Roça Grande havia dado um passo para trás , um grande passo por sinal.
Foi esse sinal que acordou lideranças adormecidas e vimos que as vezes quem o povo elege para seus representantes , não esta altura das necessidade prementes dos moradores. Nossos representantes foram testado e simplesmente foram reprovado.
A alternativas deles é contar com a ignorância de  alguns eleitores e quando chegar o próximo pleito eleitoral encher a barriquinha dos infelizes ignorantes de cerveja ,churrasco e esmola para garantir mais um período nababesco ás custa do povo.
Mesmo assim a administração do prefeito Wander Borges , que por sinal , foi o melhor prefeito que apareceu nesta paragens , juntamente com o povo simples e carente  conseguiu suprir essa grave carência .

Parabéns moradores de Roça Grande. A União e a solidariedade prevaleceram nos momentos difíceis no coditiano do bairro.
 ESSA É MINHA TERRINHA.TERRA DE SANTO ANTÔNIO.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A embuchada

A cena era constrangedora.
De um lado, dona Francisca Graciano, viúva, quarenta e oito anos, lavradora, rosto marcado pelo sofrimento de ter criado seis filho; três meninos e três meninas. Ao seu lado sua filha a  mais velha, Tininha, dezessete anos, morenas de olhos da cor de ébano, rosto angelical num lindo corpo de mulher. Na sala ainda estava o Tadeu, rapaz faceiro, 21 anos de idade, bonito rústico alto e forte devido à atividade de serviços gerais na rede ferroviária e por fim, ele, o homem da lei, o braço forte e imparcial da justiça em Roça grande o sempre justo capitão João Duarte. Personagem de quem se dizia todas as histórias, mas nunca de que fora, injusto ou agiu de modo desumano com quem quer que fosse. Dessa vez ele com seus olhos grandes amendoados, tez queimada pelo belo sol das alterosas sabarense, bigode fartos encobrindo os lábios finos e de sorriso sarcástico e irônico por sobre de um tronco muito bem modelado e pronto para encarar qualquer tipo de desafio. Fora pracinha na segunda guerra mundial e apesar de ver toda a atrocidade de que o homem é capaz de produzir, voltara do campo de batalha, mais altruísta e sensível.
Dona Francisca, pálida olhava desesperada para o representante da lei, e ele impassível observava a situação.
- foi ele doutor, esse covarde abusou de minha filha. Agora ela esta grávida e o bandido não assume. Diz com cinismo que nunca tocou nem mesmo no cabelo dela.
- você menina confirma? O Tadeu te embuchou?
- Sim sinhô. Foi atrás daquele tronco de pé de eucalipto enorme atrás da igrejinha do sanatório Cristiano Machado.
Tadeu.  Contemporizou o capitão. Você esta sendo acusado de abuso sexual, o que tem a dizer?
Essas muie estão doidas! Eu nunca fui para trás da igreja com ela. Eu sou homem de respeito e o maximo que fiz com ela foi de cumprimentar ela.
Ta difícil nhá Francisca, é a palavra dele contra a da sua filha e da senhora, cumé que nóis faz? Temos que ter pelo menos uma testemunha ou a prova de que ele abusou. Ocês tem testemunha?
Ambas balançam negativamente a cabeça.
Então temos que trazer o objeto onde aconteceu o fato. As senhoras faz o favor de trazer o tronco onde aconteceu o abuso.
Surpresa! Atônitas mãe e filhas não acreditavam no que estavam ouvindo. Como elas , mulheres frágeis iriam carregar um tronco de eucalipto de mais de cinco metro de comprimento por um de largura? E se caso fosse possível poria onde esse tronco?
-Mas doutor isso não é possível, o sinhô ficou doido? Ainda argumentou a desesperada mãe.
 É vocês tem uma hora pra trazer esse tronco aqui na porta ! Rugiu o arbitro. É isso ou então suma de minha delegacia.
Francisca e Tininha chorando abandonam a sala, Tadeu com o olhar mais angelical do mundo observava feliz o inusitado desfecho.
Silencio. Capitão João Duarte olhava o teto e com um olhar de cúmplice fitava o inocente Tadeu. Passado alguns minutos   rompe em uma ruidosa  gargalhada.
- Será que essas tontas vão conseguir trazer o tronco aqui Tadeu?
- vai não doutor o tronco alem de ser grande tá enterrado na terra!
- Safado! Então nunca esteve lá  hen? Guarda ! Prenda esse pilantra e chama de volta as donas que acabaram de sair daqui.
Acho que nois vai fazer um casamento.
Isso ou cana safado!





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A missa dos mortos




D.Rita d Cássia. Mulher muito beata. Moradora na Rua São Mateus, bem La no finzinho do bairro de Roça Grande ,lugar  conhecido por  “Bacia dos Aflitos “,
Talvez pelo nome que ostentava, ia todos os dias de sua vida, na igrejinha Santana rezar, trezena, novena, tríduo em louvor a Santa Rita de Casia, São Judas Tadeu, Santo Antonio e principalmente ao sagrado coração de Jesus e Maria.
Não perdia um velório, e chorava como se o defunto fosse um parente dela.
Era requisitada tanto para batizado como velório e casamento. Dona Ritinha era a personagem mais requisitada no Arraial de Santo Antonio da Roça Grande.
Vivia com seu marido, criador de cabrito da região, onde com muita dedicação vendia ou trocava o produto dos seres caprino por frutas, legumes, ovos e carne com os moradores.
Buscava lenha nas matas do Sharlê e Bernardo Pereira com seu burrico, para construção de barraco de pau a pique ou mesmo para queima de tijolo na olaria do Zé Benfica.
Seu Abelardo era esse o seu nome, homem integro, Abel para os amigos íntimos era um  trabalhador, católico de ficarem horas e horas rezando o terço e oficio de nossa senhora.
Teve a felicidade de conhecer dona Ritinha com quem logo se apaixonou e rapidamente a desposou.
Tiveram três filhos: Abelardo filho. Hermelinda e Getulio, nome este escolhido em homenagem ao gaúcho presidente da republica recém eleito.
Muito dedicado á causa católica, foi designado pelo padre Jose Romão, pároco da igreja de Santo Antonio para zelar pelo santuário.
E isso deixou o velho Abel muito contente e fazia o possível para conservar o pequeno templo limpo de poeira, o sino bem cuidado e o altar, esse nem se fala, com toda a parafernália litúrgica, limpa e brilhante, seu Abel realmente era muito eficiente, e cumpridor der suas obrigações.
Amava o que fazia, e pelo que foi criado, a igreja católica era a sua razão de viver.
Sentia se honrado pela missão que o santo Padre o designara a fazer.
Todas as terças feiras e domingo, largava o que tinha que fazer para se entregar com afinco na tarefa de zelar o templo católico de Santo Antonio de Roça Grande.
Entusiasmado era o primeiro a abrir a capelinha  e o ultimo a sair. Olhava todos os detalhes de segurança e limpeza. Saia de sua casa altas horas da noite para verificar qualquer irregularidade. Ele, sua mulher, Dona Dina, Sr. Nel, Sr. Quirino, João Miguel eram os guardiões fieis da igreja. e  Festeiros. Organizadores de festa e quermesse no bairro.
Sem sono e com uma linda lua no céu a iluminar as trilhas da Roça grande, seu Abelardo resolveu dar uma voltinha pelo pequeno distrito.  Montou em seu burrico e foi desfrutar da brisa mansa que embalava o sono do povo simples deste distrito.
Foi descendo a Rua São Paulo, entrou na Rua Santana, percorreu tranquilamente a trilha que levava á pracinha da igreja. E qual não foi sua supressa o ver as luzes da igrejinha acessa. Com o coração em disparada, acelerou o passo antevendo o que poderia encontrar.
-certamente algum ladrão. Deve estar tentando roubar o meu santinho. Pensou.
Cautelosamente foi subindo a rampa que dava a igreja. Ouvindo vozes , estranhou naquele horário o Padre José estar rezando missa e não teve a dignidade de avisá-lo.
Era missa sim. Pelo que se ouvia.
Vou ralhar com o padre Zezinho. Será que ele não me quer mais na igreja. Conjeturou.
Tanta dedicação e ele se esquecem de mim nesta hora... certamente é uma missa especial. Pra ser neste horário, só pode ser alguma celebração importante.
Com esse pensamento adentrou a igrejinha.
Ela estava lotada, todos os fiéis estavam de branco e cabeça baixa. Como era o costume o padre estava de costa para os féis e celebrava naquele momento a oferta da oferenda.
Seu Abelardo tomou um tremendo susto quando o padre se virou.
Não era o padre Zezinho. E nenhum outro que ele conhecia.
Era um padre sim, mas seu rosto era uma caveira.
Apavorado ele se virou para o fiel que estava ao seu lado e quase seu coração pula do peito e sai pela boca quando fitou o semblante do fiel.
Também era um esqueleto, como eram todos os que estavam dentro da igreja.
Horrorizado saiu correndo. E caiu desfalecido no largo da igreja.
No dia seguinte os moradores que saiam de sua casa para pegar o subúrbio das cinco horas o encontraram e trataram logo de socorrê-lo.
Apavorado ele contou, o que sucedera e Sr. Quirino sabedor desta historia contada por seus pais e moradores mais antigos. Esclareceu o mistério:
Conta se que em determinado época do ano, aqui no bairro as alma do cemitério que se localizava atrás da igreja, se reúnem e vai para igreja celebrar uma missa para redenção de seus pecados e conseguir perante Deus o perdão de suas faltas aqui na terra.
Seu Abelardo custou a se recuperar do drama que viveu, e uma coisa mudou em sua vida, não teve coragem de andar pelas ruas da Roça Grande depois das nove horas da noite, afastou da atividade da igreja e viveu seus últimos dias rezando e contando para quem quisesse ouvir o relato impressionante do dia em que assistiu a missa dos mortos.

Comentário: A Missa dos Mortos

Nomes comuns: Missa das Almas, Missa das Almas Penadas

Origem Provável: É sem dúvida originária da Europa. Em Portugal e Espanha, por volta da idade média, já se conheciam lendas com estas características. Os romanos antigos acreditavam que os fantasmas dos parentes mortos se reuniam de tempos em tempos. Assim, eles, como também os Mouros espanhóis, celebravam a Festa dos Mortos. O objetivo era espantar os fantasmas errantes dos mortos.

Em Portugal é conhecida como “A Missa das Almas”, e na Espanha como “La Misa de las Animas”.

No caso brasileiro, é uma lenda muito comum em todo interior do país, embora seja citada como primeiramente relatada em Ouro Preto, Minas Gerais, na Igreja de Nossa Senhora das Mercês, de Cima.

Também em Minas Gerais, na cidade de São João Del Rei, na Matriz de N. S. do Pilar, existe um relato. Nesse caso, aconteceu com uma viúva, moradora do lugar. Ela teria assistido a uma dessas missas e perdeu a noção do tempo. Assim, quando o sino bateu doze vezes, à meia-noite, tudo desapareceu ficando ela sozinha completamente desorientada.

De acordo com a crença de alguns, a pessoa que presencia uma dessas missas, está perto de morrer ou seria um aviso de que vai morrer alguém conhecido dela. Outros afirmam que é um sinal de longevidade.